segunda-feira, 25 de maio de 2015

Bárbara

Dizer que não tenho palavras pra falar sobre ela é uma grande mentira... Porque eu tenho sim. E muitas. Na verdade, o mais correto seria afirmar que eu tenho medo desse texto virar um grande clichê, cheio de emoções e de lembranças que, eu sei, ela tem guardadas com ela também. Mas, vamos lá. Essa minha forma de gostar de homenagear com palavras nunca falha... E ela tem dúzias de cartinhas com a minha caligrafia, com palavras sobre o quão eu encontrei amor na amizade dela. 

Amiga do finzinho da infância, do começo da adolescência, da atual tão incerta e exigente vida adulta... Foi ela que, de um jeito sempre tão espontâneo e carinhoso, foi conquistando um lugar em meu espaço, e de forma bem enfática, conseguiu me etiquetar em letras coloridas de neón: essa é minha melhor amiga  e amizade como a nossa é rara. Eu que antes achava que amigo mesmo tinha que vir da família ou dos colegas de infância cuja infância compartilhei, me surpreendi quando minha amiga de colégio passou a fazer mais parte da minha vida e de meu coração que qualquer outra pessoa dessas. Eu que nunca gostei de expor sentimentos, recebia de bom grado seus abraços (na maioria das vezes eles vinham com um enrijecer de músculos, mas ela entendia que eu não tinha prática rs) e trocava com ela cartas e confidências que até então nunca tinha compartilhado com ninguém. A minha primeira melhor amiga era uma pessoa explosiva, carinhosa, engraçada e muito leal aos seus. E eu quieta, tímida, reservada, não me pergunte como, conseguia me sentir à vontade com ela como ninguém. "Eu me apego muito fácil às pessoas" - ela sempre me dizia. E eu, secretamente, pensava, "Graças a Deus... do contrário, sabe-se lá se ela insistiria em mim?"

A gente conversava pelo papel durante as aulas e vivia se gabando por nunca ter sequer discutido. E nem quando a gente brigou e depois fez as pazes, a gente deixou de se gabar. Eu ia dormir na casa dela quase todo fim de semana, e a gente passava madrugadas conversando e sorrindo, nunca dormimos direito nesses dias. Nesse tempo, ela sempre viajava nas férias de janeiro, e eu sempre me sentia sozinha, enquanto ela não voltava. A gente gostava muito de ir ao cinema, e sempre comprava muita besteira pra comer durante o filme, e quando estávamos empanturradas, gostávamos de jogar os amendoins restantes na cabeça das pessoas que sentavam mais perto da tela (no escuro ninguém nunca percebeu nada). A gente também fugia pra lan house, alimentar nosso vício de internet, redes sociais e uma certa cantora pop que fazia a gente querer aprender inglês, fazer intercâmbio e imitar ridiculamente coreografias de uma forma bem tosquinha. A risada dela era é uma coisa descontrolada e engraçada, e isso já nos rendeu ótimos micos de se lembrar sobre lugares nos quais deveríamos fazer silêncio e, por que não, alguns hematomas também, já que a tentativa de segurar o riso sempre acabava em espasmos desastrosos.

Éramos uma espécie de "doce amargo" que deu certo (não preciso nem detalhar quem era doce e quem era o amargo), de uma forma cômica e verdadeira, isso foi ficando claro também aos terceiros. E apesar de toda alegria e euforia da adolescência, a gente também compartilhou muitas inseguranças, muitas lágrimas, muita vontade de jogar tudo pra cima e mandar todo mundo se ferrar. Mas uma sempre trazia a outra à realidade e de alguma forma dizia: aguenta firme, que isso vai passar e você é bem forte que eu sei!

Eu poderia passar a madrugada inteira falando sobre meus episódios favoritos dessa nossa história.. Mas não vou. Até porque se eu for mesmo escrever um livro futuramente, não quero estragar com histórias repetidas. Posso resumir de uma maneira bem simplória que, em treze anos de amizades, nossas vidas mudaram muito, como era de se esperar, como acontece com a maioria dos seres humanos. E, sendo arrastadas por situações novas e inesperadas, por trocas de rotinas, por quebras de rituais, nós nos machucamos algumas vezes, nos consolamos, nos afastamos, nos respeitamos, nos apoiamos, e sim, ufa, crescemos bastante, eu diria. O nosso elo permaneceu... O nosso carinho, nosso cuidado, aos poucos, com o desenrolar dos anos, foi evoluindo e crescendo de uma maneira cada vez mais madura e genuína. E todas as vezes que penso na figura dela me dou conta... Como eu amo a sua vida!

Ela é uma pessoa maravilhosa. Eu odeio ser puxa-saco, mas dela eu puxo porque ela faz parte de minha vida de uma forma que nenhuma outra pessoa faz. Colegas de classe, vizinhas, partes de um mesmo ministério, são tantas nomeações que ela poderia ter. E o nome dela não poderia ser o mais adequado possível. Se eu pudesse escolher somente uma de suas qualidades pra ter em mim, eu com certeza escolheria a forma como ela se doa aos outros, a grande empatia que ela tem ao próximo. Ela é do tipo de gente que vai num restaurante bom e barato e quer divulgar pro mundo sobre o quão vale a pena ir naquele lugar, e se deixar ela segura tua mão e te arrasta até lá. Quer todo mundo bem e feliz. Eu a conheci numa época em que ela passava por cima de si mesma muitas vezes pela felicidade alheia, caia de cara nas coisas, achava incrível como ela não tinha medo de amar (e não tem). Hoje eu olho pra ela e veja a forma madura como ela encara seus relacionamentos, suas pessoas, e como ela tem aquele famoso e invejável jogo de cintura. Consegue preencher os espaços necessários e dar atenção pras milhares de pessoas. Deus, amigos, família, paixões, tudo em seu mais perfeito e saudável lugar.

Não sei porque eu tô escrevendo esse texto, pois o aniversário dela já passou, e eu, tão eufórica que tava, acabei por escrever uma homenagem mais breve, menos cansativa. Mas dane-se. A ideia original era colocar pra fora tudo aquilo que eu tava sentindo enquanto olhava nossas fotos e lembrava do quão a gente já compartilhou, do quão a gente faz parte da vida da outra. A irmã 5 meses mais nova que Deus me deu pra cuidar e, que ironia, ela é muito melhor que eu nisso. Do tipo que não precisa nem ligar ou mandar mensagem, é uma certeza que ninguém consegue apagar: essa menina se importa comigo. Sim, essa menina que venho enaltecendo ao longo desse texto. Essa criatura que consegue ser tão infantil e madura ao mesmo tempo, tão gente grande e tão criança que acampa no Fantástico Mundo de Bobby. Ela me inspira. De todas as maneiras e, principalmente, na fé que juntas descobrimos e compartilharemos até a eternidade. Acho que, no fundo, essas palavras são mais um dos grandes lembretes de Deus de que sim, Ele cuida das coisas direitinho. Desde sempre. Desde quando eu tinha muito menos consciência da realidade. Desde quando eu e Bárbara dizíamos pro mundo, felizes e meio tontas: Sim, somos irmãs. E não é que realmente somos? Adoro o senso de humor Dele. E adoro que minha história com Bárbara seja daquelas que vou contar aos netos, e cujos capítulos ainda estão sendo escritos.


domingo, 3 de maio de 2015

Todos os dias a menina acorda cedo, cansada daquela rotina. Dependendo do dia, seus olhos enchem de lágrimas, somente com o pensamento de que terá novamente que seguir para o mesmo lugar, lidar com o mesmo tipo de gente, ouvir sobre o mesmo tipo de problema. Ela se sente sufocada pois está tendo suas esperanças despedaçadas. Se sente desvalorizada, de uma forma que sente ser inútil, pois já estava sim avisada. Ela se culpa por ter tido pequenas esperanças de que com ela as coisas seriam diferentes. E se quebrou. E se quebra. Todos os dias ela confere a caixa de e-mail, ela abre os sites de relacionamentos e emprego para somente conferir o que já sabia: nada muda. As grandes mudanças estão vindo a passo de tartaruga em direção a sua vida e às vezes ela pensa em jogar tudo pro ar. Mas não se dá por vencida. Não sabe se tem coragem de continuar ou medo de mudar, ela só sente que de uma forma estranha ela está no lugar certo. Vivendo as coisas que foram separadas pra ela. E isso não deixa as coisas mais leves. Muito pelo contrário. No fundo ela sabe que terá de seguir coisas diferentes para que outros tipos de resultados cheguem. E essas certezas somente apertam o seu coração, que ouvem a razão dizer num tom sádico: é por isso que você não consegue.



sábado, 25 de abril de 2015

Solitude

Sobre estar sozinha e bem.
Acho que assim posso resumir as coisas, da maneira mais besta e simplista que existe. Quer dizer, se não considerarmos as enormes reflexões sobre o significado de estar bem ou estar aceitável, podemos dizer que sim, de um modo geral, estamos bem, aqui dentro. O sinal mais gritante, sem dúvidas, fica por conta do silêncio das borboletas. Estando em seu ápice, não tenho como reclamar, pois, a cada dia vivido, eu venho aprendendo a silenciar os gritos de socorro daquela música de Arnaldo Antunes que eu tanto gosto. Na verdade, eu até respondo agora, demente, boba
 "- Socorro, não estou sentindo nada!"
"E, sim, obrigada por isso, Deus."
Tudo o que menos preciso é de borboletas fazendo minhas paredes do estômago sangrarem. Não que a vida não tenha me trazido outras agitações, porém, de fato, aprendi a duras penas a diferença entre as danças maquiavélicas das borboletas. Existe um nível de prejuízo. E as de agora, por mais que sejam sérias em suas causas e motivações, não chegam aos pés daquelas que um dia passearam e fizeram morada em mim, durante aqueles dias tão incertos. Elas trouxeram toda uma emoção desconhecida e muitas vezes me contemplaram com a beleza rara de seu sono, mas, nada se compara ao gozo de sua ausência em minha vida. Como é tranquilo e prazeroso, não sofrer desse mal.
Talvez eu esteja anestesiada. Ou ainda não tenha me dado conta do quanto sou/posso ser livre quando estou em minha companhia. Mas, de fato, a cada dia eu aprendo um pouco mais sobre estar só. Se é que eu posso chamar onde eu estou de "solidão". Não, não posso. Seria ingenuidade e ingratidão de minha parte crer que todo o conceito de "estar acompanhado" se resuma ao aspecto amoroso, especialmente se presencial. Todos os dias eu também descubro que eu preciso ir com ainda mais calma, em relação a mim, as minhas coisas, subentenda descobertas, experiências, fobias, reflexões... É tão maravilhoso quando a gente se respeita. E não tem medo de se definir, ainda que isso se limite. É tão bom se limitar por um momento, mas deixando sempre aquela plaquinha de "sujeito a mudanças" pendurada. Não que as mudanças me agradem ou me deixem uma sensação de conforto. Mas, eu sou obrigada a concordar com Alice "Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então". Não, eu não mudo todos os dias, todas as manhãs, ou noites, ou minhas queridas madrugadas. Mas a cada dia é como se eu aprendesse a contemplar mais esse quebra-cabeças complexo que é a mente humana, ou, mais especificamente, a minha mente, a minha vida. Olhar por um prisma diferente o mesmo aspecto tem sido conflitante e, terapêutico. Contraditório em sua essência.
Olhar pra si tem sido um tanto delicado, pois, me pego no auge do egocentrismo em diversos episódios, meu maior receio é sempre quando sou/estou socialmente exposta. Pois bem, até isso me obriga a me respeitar. Se relacionar com o outro é coisa delicada, porém, faz parte de seu processo de autoconhecimento. E eu ainda não sei o que, de fato, seria mais incômodo: o se relacionar superficial de alguns segundos com desconhecidos, o contato de revelar almas através de olhos com conhecidos, ou a ausência de qualquer um destes dois. O fato é que as pessoas são mais importantes em minha vida do que eu gosto ou costumo admitir, e, sem querer me aprofundar, preciso dizer que tem sido maravilhoso lidar com tantas pessoas diferentes em variados níveis de profundidade e conhecimento. Ufa.
Sou terra firme, que gosta um pouco de mar... Pra se aventurar é preciso ter um mínimo de segurança. Aquela mochila nas costas com algum kit de primeiros socorros ou aquela comida no bolso para quando a hipoglicemia começar a gritar. Sou cheia de protocolos comigo mesma ao mesmo tempo em que odeio as tradições sociais sem sentido e sem explicação consideravelmente aceitáveis. Sou tanta coisa em tão pouco tempo, fui tanta coisa nesse momento! Às vezes a vontade que dá é de gritar, às vezes é simplesmente dormir. Fora de meu mundo as coisas estão catastróficas e, ao menos uma vez na vida, me sinto feliz em poder não estar em sintonia com o caos exterior (ao menos por enquanto, eu sei). Bendito seja aquele que me apresentou a definição de solitude.

terça-feira, 31 de março de 2015

Às luzes de minha vida

Tem gente que é como uma lanterna na escuridão. Um cobertor em dias frios. Um oásis no deserto caótico que é o cotidiano. Quem não tem amigo, não sobrevive aos próprios demônios. Ou não aprende a amar.
Tem gente que sabe fazer carinho com as palavras e com o silêncio, gente que te inspira a se respeitar. Existe gente que, por mais clichê e exagerado que possa parecer, só necessita, realmente, existir, pra deixar o seu coração derretendo igual a calda de chocolate quente em cima do sorvete de baunilha.
Tem gente que te valoriza de formas que você nem entende. Gente que admira até teus defeitos e tuas explosões, que te despertam a esperança de viver relações com a quantidade mínima possível de máscaras. Gente que não te condena, em vez disso, acolhe tuas dores com um olhar compreensivo, e sabe a hora em que você precisa parar de fazer birra e ouvir.
Quem tem gente assim na vida, sabe que não foi do dia pra noite que tudo se arranjou. Quem tem gente que suporta e alivia, sabe que todo relacionamento requer esforço. Vulnerabilidade. Exposição. Dores compartilhadas e sorrisos espontâneos. Quem tem gente assim sabe que não é a mera convivência que resolve as coisas... É o desnudar das almas. O confessar dos pecados. O abençoar dos sonhos. É a troca significativa entre almas tortas que assim se enxergam e se amam, apesar de tudo.
Quem tem gente assim, sabe que, como dizia o poeta, é impossível ser feliz sozinho. Que a dependência emocional adoece, mas o amor, de fato, é aquele que respeita. As almas conversam entre si, e os corpos se abraçam, se consolam. E a alma de cada um vibra, aquece, manda um recado para a solidão particular, dizendo: você não é maior que isso, há cada vez menos de você nesse mundo.
Tem gente que sabe exatamente como equilibrar os seus infinitos com um simples abraço, olhar, aceno, ligação de telefone, mensagem de texto. Quem tem gente assim na vida, é sortudo por saber que amizade é uma forma sincera e equilibrada de amor. Quanto mais se dá, mais se tem. E isso é tudo que a gente precisa (saber).

sexta-feira, 20 de março de 2015

Eu tô adquirindo novos medos. Talvez esteja perdendo alguns também, mas isso é assunto pra outro texto. Ultimamente ando alimentando raivas que surgem tão repentinamente, mas ficam... E sua presença é o bastante para que eu fique com os grilos extremamente dançantes na cabeça por um longo tempo. O que não quer dizer também que eu cheguei a algum lugar relevante por meio deles, mas ok. O foco aqui é somente falar sobre eles. Falar. Foco. Falar.

Quando eu me deparo com o título de uma matéria sobre as mulheres por exemplo, em sua grande maioria relacionadas ao sexo oposto. São sempre "coisas que as mulheres gostam" ou "coisas que os homens gostam e que as mulheres nem imaginam" ou "coisas que toda mulher não deve fazer na frente dos homens" ou "coisas que os homens nem imaginam que as mulheres gostam". A minha grande agonia é: quem são essas mulheres? Quem são esses homens? Por que ainda existe gente que ama generalizar as pessoas? Será que odiar pentear o cabelo, usar salto alto, usar maquiagem, ter que brincar de ser sexy, e verbalizar estas (e mais) coisas sem problemas me desqualifica como mulher? E um homem que não se sente verdadeiramente atraído por alguma dessas coisas é uma espécie diminuída de homem?

Parece uma reclamação clichê, eu sei. E há muitas pessoas questionando essas sandices com um senso crítico e argumentos de dar inveja.. Mas o que me incomoda são as pessoas que acreditam nisso. Que vão lá ler piamente sobre o modo mais adequado para ser, para se mostrar ao outro, e isso me corta o coração, sem exageros. Por que se anular tanto? Se você quiser parar de roer unhas porque acha que isso pode prejudicar sua saúde, eu acho super válido, mas se você começa a se questionar se deve roer ou não porque leu numa matéria que os homens acham isso nojento... Isso sim me revolta. Se um homem não gosta de pêlos e costuma raspar a perna lê numa matéria que isso o desqualifica enquanto homem... Veja o quão errado e fútil e asqueroso e tosco é determinar o que você deve ou não deve ser para agradar o outro.

Eu adquiri um certo pânico de se adequar ao outro. Porque nem sempre eu sei os limites do que é particularmente meu ou do que é uma forma de agradar o outro. Todas essas matérias babacas e repetitivas têm me feito pensar no quanto a gente perde das pessoas quando a gente não deixa elas serem ser simplesmente o que são. Não incitem mais ninguém a se violentar, por favor... Deixe as pessoas terem suas experiências. Conversem sem medo do esquisito, do diferente. Mas por favor, não incitem as pessoas a se mutilarem. Deixem elas se revelarem, construam amizades sem preconceitos. E se não gostar, respeite também. Imagine alguém querendo te vendar e amordaçar pelo simples fato de não concordar com a forma que você se veste, com a forma que você gosta de gastar o tempo, com os livros que lê? Por que existe tanta gente pra dizer como você deve ser e pouquíssimas que te dão a segurança de ser quem é? O bom senso de respeitar teu espaço? Esse mundo tá cada vez mais claustrofóbico.

sábado, 14 de março de 2015

Oi, mundo.
O que você tem pra me oferecer? Sem exageros, utopias ou falsas promessas, me diz, o que tem de bom? Pro meu momento, alguma coisa presta? Eu tenho música, amigos, filmes e livros. Mas é uma lista aberta. Eu quero que você me convença de que será bom. Alguma coisa que eu já não saiba? Alguma forma lícita de alterar a memória? É.. Foi o que pensei.
Mundo...
As coisas são confusas. Parece injusto exigir das pessoas uma fórmula, um padrão. Eu mesma só sei me trair, por que ainda fazer expectativas sobre a coerência das pessoas? Porque é mais uma das minhas incoerências. O que é que há de tão errado em mudar de opinião? Qual o limite dos princípios? 
Eu queria saber desenhar. As palavras estão soltas e bestas, mas na minha cabeça tem imagens. As palavras estão somente aqui... Na folha de caderno, na ponta da caneta. Se for pra não dizer nada, prefiro fazer caligrafia. Na escola eu amava, sempre acabava primeiro que todo mundo. Sim, eu costumava gostar de escrever à mão. Agora eu tenho que digitar, as palavras necessitam de cada vez mais rapidez.