segunda-feira, 24 de abril de 2017

Eu só queria me livrar desse sentimento de ser espectadora de minha própria vida. Alguém na platéia muito preocupado com a opinião do público sobre um espetáculo que foi feito para agradá-lo.  No lugar de minhas ações e minhas falas, estão somente protótipos de mim, repletos de expectativas alheias, pouquíssimo material é autêntico. Às vezes me sinto tão presa nesse espetáculo que a vontade é a de explodir o teatro e danem-se as conseqüências. Parece ser mais fácil que ter a coragem de levantar a bunda da cadeira e pisar no palco de vez. Sem fala decorada, sem ensaio. Somente eu e minha espontaneidade desafiando os críticos de plantão. Me entenda ou caia fora. Me transcreva, me estude, se interesse por mim ou então vá perambular em outro teatro, opiniões vazias de pessoas cheias de ódio não me interessam. Opiniões preconceituosas de pessoas vazias muito menos. E assim eu seria dona do meu próprio espetáculo, dançaria, cantaria, erraria o compasso, cairia, levantaria, choraria, tentaria de novo, acertaria, riria, viveria num ciclo eterno de atuar e aprender. Se eu fosse uma pessoa normal. Se eu fosse uma pessoa feliz.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Eu queria não me importar. Sorrir mais. Não ter medo. Me arriscar. Saber que gosto tem. Aceitar e depois ver como fica. Não me arrepender.
Eu queria ser respeitada. Compreendida. Amada. Queria sentir reciprocidades. Crescer.
Ser nada além de mim, e me amar profundamente, apesar de.