Escrever é como respirar... Necessário, essencial em minha vida. Quase sempre um alívio. Satisfação, doce prazer comum e fantástico. Em minhas veias não corre o sangue de uma escritora. O dom, ou melhor, sua falta, não me permite mentir ou exagerar. Por prática, inegavelmente sim. Mas continuo a declarar meu amor a esse ato tão simples e pequeno, para muitos.
O ato de enriquecer linhas com lembranças, estórias, histórias, mágoas, felicidade, sorrisos, planos e reflexões. Código de linguagem algum chegará a ser tão intenso quanto o calor das emoções! Porém sinto como se pudesse gravar no papel um pedacinho de cada, e quando releio trago à tona algumas poucas sensações... O que já é bastante.
Ler o que escrevo não me satisfaz muitas vezes, e é necessário recomeçar toda a viagem. Contornar as curvas, brincar com as idéias soltas, juntá-las num chão sem pedras, refazer estrelas... Mas no fim vale a pena, o alívio de pisar em terra plana e satisfatória compensa o árduo caminho. Nada como inspirar o ar leve, fresco e puro, após algumas complicações respiratórias. E nada como recorrer a médicos indubitavelmente geniais, tais como Drummond ou Bandeira.
