Às vezes parece que há alguma espécie de lei no universo que determina que as coisas ruins em certo aspecto de sua vida nunca podem acontecer isoladamente. Quero dizer, quando um aspecto seu não vai bem, em vez de as demais coisas trabalharem perfeitamente para que você se concentre na resolução daquele problema específico, tudo começa a desmoronar ao mesmo tempo. E você tem duas escolhas: tentar salvar o máximo de pedaços possíveis ou focar em apenas um problema e trabalhar em seu conserto com excelência, ignorando os demais. Há também uma terceira escolha que não me agrada,e é a que parece mais tentadora: você simplesmente desiste de tudo. Se entrega ao caos. Deita no chão, espera as paredes caírem em cima de você, o teto despencar em sua cabeça... Uma hora o chão vai parar de tremer e as coisas vão parar de cair, e é a hora que você levanta e, ferido como nunca, vai recolher o que restou para recomeçar algo.
quarta-feira, 24 de julho de 2019
domingo, 21 de julho de 2019
Se eu pudesse fazer um pedido para se realizar até o fim desse ano, seria: viver no presente. Sim, focar no presente, não mais perder tempo visitando o passado ou gastando energia com o futuro. Não, não tem a ver com viagem no tempo (quem dera). É mais sobre uma prisão chamada "ansiedade". Reconhecendo-me como uma pessoa ansiosa percebo que tenho dificuldades de viver e permanecer no tempo que me convém. Cansei de dar voltas improdutivas por lugares onde já estive, revisitar pessoas que não merecem atenção, reviver situações que já não posso mais interferir. Também não suporto mais projetar medos do passado no futuro, a imaginação pode ser uma professora realmente cruel se não conseguimos equilibrar excitação e medo.
As convicções sobre tudo me permitem, principalmente, não paralisar. Eu já disse tantos "não's" querendo dizer "sim", ainda o faço, admito, tenho receio do desconhecido ou do conhecido que me tira da zona de conforto. Porém, não posso parar. Não enquanto houver pulsação. Não enquanto houverem sonhos a se realizar. Não enquanto houverem borboletas aqui dentro (nem tudo é ansiedade e medo). As questões do passado e futuro querem comprometer o meu presente, deixando minha existência pesada, difícil de carregar. Não vou desistir agora. Não enquanto eu souber que posso abrir a mochila e ir descarregando as coisas inúteis pelo caminho.
O caminho a se trilhar é longo, vejo placas que pouco sinalizam. Respiro fundo e escolho num misto de razão e intuição, será que esse desvio pode me dar um atalho? Ou será que estou me insinuando para uma via perigosa? Seja o que for, tenho uma sensação familiar na boca do estômago... E ela me pede para arriscar. A sua familiaridade vem de outras viagens, porém, não posso dizer que estou caminhando para algo já visto. É.. novo. É excitante. Preciso ter cautela, pois, quero correr em frente sem nem mesmo saber sobre as pedras do caminho. Respiro fundo, tento sentir o ambiente, o clima. Isso me conecta com o presente. Sinto vontade de sorrir assim, sem um motivo específico, apenas porque estou aqui. Apenas porque estou caminhando. É bom quando consigo somente respirar e sentir/estar. Não é necessário ter todos os saberes agora, mas estou satisfeita com tudo o que venho observando dessa estrada até o momento.
Se eu disser que não espero nada quando chegar ao fim, estarei mentindo. Mesmo quando minha mente se atém ao presente, eu tenho sonhos e esperanças. Porém, se esse caminho não me levar até isso, sinceramente? Não posso dizer que foi perda de tempo. Às vezes o destino final não é tudo, mas a experiência de caminhar vale a pena. Hoje acordei com essa convicção. Será que estou deixando de lado as "viagens no tempo" para me focar nas viagens do "mundo real"?
Se eu disser que não espero nada quando chegar ao fim, estarei mentindo. Mesmo quando minha mente se atém ao presente, eu tenho sonhos e esperanças. Porém, se esse caminho não me levar até isso, sinceramente? Não posso dizer que foi perda de tempo. Às vezes o destino final não é tudo, mas a experiência de caminhar vale a pena. Hoje acordei com essa convicção. Será que estou deixando de lado as "viagens no tempo" para me focar nas viagens do "mundo real"?
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