Pra mim. Por mim.
Porque sim.
Porque me amo. E me curto.
Ah, quem dera eu pudesse ao menos uma vez, ser, estar, fazer, sonhar, por mim, apenas por mim. Ter expectativas particulares, que almejem atender somente a minhas necessidades, meus desejos e sonhos. Que eu sonhe sem medo do que alguém pode achar, que eu não me desanime e busque sua realização, apenas porque quero. Porque sonhei. Porque achei bonito e ninguém tem nada a ver com isso.
Em todas as minhas realizações pessoais eu encaixo maneiras de querer agradar a alguém, e me atropelo. E sou menos eu que gostaria, que deveria. Sou alguém que com olhos brilhantes e coração palpitante, pretende ser elogiada e reconhecida, que quase se joga de um precipício quando pisa na bola, que pretende algum dia, não se sabe como, ter paz no coração em meio a tudo isso.
Tenho medo de sonhar sonhos grandes, como se o simples fato de desejar grandes coisas já fosse pecado ou pagável. Como se imediatamente fosse me cobrar os esforços equivalentes à importância disso.
É uma pena. Porque sinto como se estivesse perdendo o fôlego justamente na hora em que mais preciso inspirar oxigênio para aqui dentro. Por acaso alguém teria um manual de bolso para me emprestar?
É uma pena. Porque sinto como se estivesse perdendo o fôlego justamente na hora em que mais preciso inspirar oxigênio para aqui dentro. Por acaso alguém teria um manual de bolso para me emprestar?
