sábado, 30 de novembro de 2013

Somente por mim

Pra mim. Por mim.
Porque sim.
Porque me amo. E me curto.

Ah, quem dera eu pudesse ao menos uma vez, ser, estar, fazer, sonhar, por mim, apenas por mim. Ter expectativas particulares, que almejem atender somente a minhas necessidades, meus desejos e sonhos. Que eu sonhe sem medo do que alguém pode achar, que eu não me desanime e busque sua realização, apenas porque quero. Porque sonhei. Porque achei bonito e ninguém tem nada a ver com isso.

Em todas as minhas realizações pessoais eu encaixo maneiras de querer agradar a alguém, e me atropelo. E sou menos eu que gostaria, que deveria. Sou alguém que com olhos brilhantes e coração palpitante, pretende ser elogiada e reconhecida, que quase se joga de um precipício quando pisa na bola, que pretende algum dia, não se sabe como, ter paz no coração em meio a tudo isso.

Tenho medo de sonhar sonhos grandes, como se o simples fato de desejar grandes coisas já fosse pecado ou pagável. Como se imediatamente fosse me cobrar os esforços equivalentes à importância disso.

É uma pena. Porque sinto como se estivesse perdendo o fôlego justamente na hora em que mais preciso inspirar oxigênio para aqui dentro. Por acaso alguém teria um manual de bolso para me emprestar?

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Nem tudo está perdido

Passando os olhos bem rápido por redes sociais, quase deixei passar a história de duas meninas que esporadicamente acompanhei assim, sem querer, só por ter em minha rede social uma garota com quem nunca me encontrei na vida e nunca troquei uma palavra real. Apenas coisa virtual, de quando eu tinha paciência pra conhecer e alimentar novas amizades virtuais com algum interesse em comum. Uma hora dessas e eu olhando as fotos da amizade dela e da amiga. Melhores amigas que hoje estão morando em estados diferentes. Mentalmente eu pensava que claro, as coisas tinham esfriado entre elas e que consciente ou inconscientemente teriam colocado alguém no lugar da outra. Como tantas vezes aconteceu comigo, na minha vida, com tantas pessoas.
Eu me vi nelas e de repente senti meu coração apertado. Pois se tem uma coisa para a qual tenho memória de elefante, são as sensações ruins. Fiquei quase uns 5 minutos olhando uma foto das duas e pensando "ah que peninha... tão chato quando isso acontece", porém, imaginem o tamanho de minha surpresa ao ver que elas permanecem firmes, fortes e adaptadas à realidade distante? Coisa que eu nunca consegui fazer com quem está perto, e muito menos com quem está longe. Faz quase 2 meses que eu mudei de bairro e faz ainda mais tempo que eu não vejo tanta gente... 
Eu daqui fiquei tão feliz pelas duas meninas. Uma conhece só meu profile e a outra nunca nem ouviu falar de mim, mas como foi bom ver tantas fotos e declarações de uma relação que sobreviveu ao tempo, à distância, à vida! Trazendo marcas, lembranças, presentes. Estes eu tenho de montão, precisando até faxinar, fazer uma "geral", aliviar um pouco esse guarda-roupas abarrotado, que é meu coração. Umas portinhas onde está escrito: "passado" tão cheias de coisas, explodindo por todas as beiradas! E umas portinhas cuja placa prefiro manter sigilosa, tão vazias... Quase todos os dias consigo vê-las se abrindo na esperança de que eu guarde algo dentro, mas não. Vão acabar servindo de almoço aos cupins.
Bem, quanto às duas meninas, espero que ainda sejam muito felizes. Que seus sorrisos sejam enlarguecidos, que haja filhos, amigos de filhos, netos, amigos de netos, maridos amigos, essas coisas mais comuns a filmes e novelas, mas que existe sim em vida real. Que elas preservem esse presente em comum.
E que eu aprenda com elas que nem tudo está perdido. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Feita pro amor, da cabeça aos pés

Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas
Dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio da bugiganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica

Quando eu me sinto
Um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma
De toda mágoa
Depois eu passo pra outra

Como um mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica
Kiss me baby, kiss me
Pena que você não me quis
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim
Romântica, assim