Esse conto de Caio tem me resumido perfeitamente esses dias. Talvez esse texto seja o que de mais cru existe em mim no momento. Eu me sinto extremamente cansada, esgotada, as coisas não vão melhorar. As coisas já estiveram tão boas esse ano que é quase inacreditável como tudo caiu tão rápido, como tudo deu tão errado. As coisas não tem melhorado e as coisas não vão melhorar.
Faz tempo que não consigo escrever de modo satisfatório. De modo a me sentir aliviada. Os últimos textos que escrevi, foram cartas declaradas, pesadas, abertas, em carne viva. Não é algo que me dê vontade de repetir, mas era o que eu precisava naquele momento. Eu tentei colocar tudo de mim ali, eu tentei me esvaziar disso tudo, eu juro, eu tentei, mas eu não consigo. Eu prometi não escrever mais daquele jeito praquela pessoa, pra ver se ajudava em nosso processo de cura durante a separação, mas eu ainda tenho muito peso dentro de mim. E não consigo me livrar da sensação de que eu sempre terei.
Hoje minha causa não se resume a ela. Eu me acostumei com a saudade, sabe? Antes custava acreditar que a minha saudade não teria mais mês e dia pra acabar, eu fiquei desesperada com a ideia do nunca mais. Mas agora eu aceitei parcialmente.Eu aceitei que eu terei de conviver com um espinho em minha carne e isso deve ser algo normal, a maioria das pessoas traz um desse consigo.
Hoje eu choro pelo meu país. Pelas pessoas que serão violadas, eu inclusa. Pelas pessoas que estarão violando conscientemente e se deleitando com as agressões. Hoje eu choro porque não suporto viver imersa neste mar de ignorância e violência, eu não sei lidar com coisas tão desagradáveis de uma vez. Eu não posso viver num mundo caótico quando tenho meu próprio universo bagunçado e triste. Eu não quero continuar aqui, que o deus que existe não me ouça no momento, mas eu tenho vontade enorme de desaparecer para outra dimensão. Hoje posso dizer, ainda com vergonha, porém convicta, infelizmente: eu não sou uma lutadora. Eu só tenho um senso de autoproteção muito grande, eu odeio me arriscar. Eu não sou digna das causas nobres. Eu tenho medo. E não tenho nada a oferecer. Eu sou apenas um peão nesse jogo, que em breve será atropelado por uma peça qualquer. Pessoas fracas não merecem permanecer por muito tempo em jogo.
Hoje eu choro pelo meu país. Pelas pessoas que serão violadas, eu inclusa. Pelas pessoas que estarão violando conscientemente e se deleitando com as agressões. Hoje eu choro porque não suporto viver imersa neste mar de ignorância e violência, eu não sei lidar com coisas tão desagradáveis de uma vez. Eu não posso viver num mundo caótico quando tenho meu próprio universo bagunçado e triste. Eu não quero continuar aqui, que o deus que existe não me ouça no momento, mas eu tenho vontade enorme de desaparecer para outra dimensão. Hoje posso dizer, ainda com vergonha, porém convicta, infelizmente: eu não sou uma lutadora. Eu só tenho um senso de autoproteção muito grande, eu odeio me arriscar. Eu não sou digna das causas nobres. Eu tenho medo. E não tenho nada a oferecer. Eu sou apenas um peão nesse jogo, que em breve será atropelado por uma peça qualquer. Pessoas fracas não merecem permanecer por muito tempo em jogo.