sábado, 18 de abril de 2009

Às vezes, sozinha.

Eu olho à minha volta e vejo pessoas. Certamente, pessoas conhecidas, em sua maioria, algumas mais chegadas, outras mais desprovidas de afinidade, mas ainda assim, são pessoas. Definitivamente, eu não estou só.
Eu tenho várias decisões a serem tomadas em minhas mãos, e não importa o quanto as alternativas sejam opostas, tem sempre alguém que está lá, para segurar a minha mão. Isso, eu não estou só.
Enquanto eu olho para as estrelas, eu imagino o quanto eu gostaria de compartilhar isso com alguém, enquanto borboletinhas em meu estômago fazem a festa por qualquer assunto, eu olho à minha volta e lá estão elas, as mesmas pessoas de sempre, comigo... Melhor dizendo, ao meu lado. E então eu suspiro, reviro os olhos e penso comigo mesma, eu gostaria de estar só.
FISICAMENTE é diferente de EMOCIONALMENTE, mas ainda assim eu sou um ser extremamente capaz de olhar para qualquer situação, em quaisquer perspectivas e desejar que REALMENTE eu esteja só.
As pessoas estão sempre ao meu redor, fazem parte de minha rotina, e isso eu não escolho, não está ao meu alcance. Isso me faz pensar que, ao mesmo tempo que as tenho, ou melhor, que tenho sua presença física sempre forte ali, em minha vida, eu não as tenho em meu mundo. Eu não tenho a pessoa certa a quem compartilhar as coisas, eu tenho uma facilidade muito grande de me ligar ao “piloto automático” e esquecer tudo o que acontece à minha volta, criando assim a minha solidão particular.
E isso não tem nada a ver com individualidade, ou então as pessoas não passariam a me incomodar por estarem tão desconexas com meu mundo. Não, definitivamente, isso NÃO tem nada a ver com individualismo. Apenas... Solidão.
Há pessoas que criam a sua própria solidão, que a buscam inconscientemente. Eu sou uma delas.