Tentar escrever com sobriedade sobre sentimentos nem sempre funciona, eu sou uma emocionada não declarada, pouco assumida. Minto para mim às vezes como se pudesse me convencer a ser menos dada, menos emocional, menos apaixonada por um e outro detalhe que não fazem sentido para muita gente. Mas não posso me privar de refletir e registrar, esse processo pseudo terapêutico, sobre como venho me sentido bem, amada, apreciada e, principalmente... Provocada.
Não o tipo de provocação maldosa
O tipo que me faz sair da zona de conforto e lidar com meus próprios demônios com clareza. E então perceber que não havia conforto naquela zona, eu estava vivendo num limbo de desejos e sensações, sem saber o quão eu poderia sentir e ser.
Percebi que a minha existência não precisa ser sobre o que me falta, somente. Eu posso ser mais do que pensei, eu posso sentir mais do que achava merecer. E tudo conversa diretamente com esses diálogos internos e antigos, sobre dignidade e pertencimento. Eu sou só um ser humano. E é bom conseguir se enxergar assim às vezes. Eu sou, eu existo, eu sinto, e preciso respeitar todos esses verbos dentro de mim.