sexta-feira, 7 de outubro de 2022

 Diferentes pessoas e diferentes tipos de amor... Será que se trata apenas disso?

Todas as vezes que conversamos sobre nós ficava um pouco claro o parecer de que estaríamos vivendo sob diferentes frequências. Diferentes expectativas, diferentes formas de amar e de demonstrar amor. Você e eu poderemos dizer milhares de vezes o quanto nos esforçamos, mesmo que para o outro não tivesse sido desse jeito. Aos meus olhos, eu não tinha ciência de estar valendo tanto esforço, de estar demandando tanta energia e tanta força sua. Aos seus olhos, eu também nunca fiz nada demais a não ser estar lá. 

Eu sinto sua falta. 

Sinto falta do amigo, das conversas, do carinho, e do que foi leve e bom. Não sinto falta dos descompassos, dos desgastes, da ansiedade e frustrações de ambos envolvidas em casa conversa. Talvez estivéssemos dando o nosso melhor, porém, não era aquilo que o outro precisava.

Gostamos de nós ou gostamos das expectativas e das ideias que fizemos sobre nós?

Você diz ter feito zero expectativas sobre nossa última conversa, eu digo o mesmo, então, por que ao fim parece que algo de certa forma se "desfez"? 

Eu poderia acabar ali mesmo dizendo que te amo, que amo a sua presença, a sua amizade e que eu lamento por como as coisas aconteceram, mas que talvez seja melhor seguirmos assim, nesse espectro de relação do que levar as coisas adiante.

Ou poderia terminar a conversa pedindo perdão pelo meu jeito de ser e pensar as coisas, da forma que te magoou, e prometer tentar fazer dar certo mais uma vez. Dessa vez essa foi a opção que me deu mais medo, ao contrário de todas as outras vezes em que eu queria fazer de tudo para não romper, para não jogar nada fora. 

Dessa vez, o jeito como tudo aconteceu, a forma dramática como as coisas se conduziram, me deixaram com medo de repetir tudo de novo. Você iria embora desse jeito de novo? E se não desse certo de novo, como aconteceria? Quanto tempo até chegarmos ao desgaste pela minha proximidade com pessoas e situações que você não gosta? Poderíamos mesmo chegar num ponto de equilíbrio e tranquilidade?

Dúvidas, dúvidas... Como seria um futuro ao seu lado? Você já pode desconsiderar a ansiedade e conversar abertamente comigo sem medo de frustrar as expectativas. Veja bem, elas estão sempre ali. Sempre. Mesmo que nos neguemos a alimentá-las. Ao menos é isso o que acontece comigo.

Eu sei das minhas intenções e esforços, assim como você sabe dos seus. Ainda preciso trabalhar sobre o que foi despejado nessa última conversa e, o ruim, tentar entender por quê eu ainda me importo com o que você pensa de mim.

Se você me perguntar, eu ainda não tenho respostas. E pouca coisa mudou desde a nossa última conversa. Eu ainda te quero bem e ainda quero evitar o drama. Eu ainda sinto falta do antes e do depois. E ainda preciso elaborar mais um luto.

*suspiro*

Só queria que você soubesse que nem tudo se tratou só de drama ou desajustes. Em muitos pontos houve felicidade.