Não é apenas o fato de estar me despedindo de mais um ano que me motiva a escrever, dessa vez. Ultimamente tenho pensado no quanto detesto me despedir, me desfazer de algo, no quanto isso me estremece por dentro.
Esse ano foi de despedidas... Aliás, pensando bem, todo ano é um ano de despedidas. Nos despedimos de tantas coisas, pessoas, características, rotinas, atitudes, pensamentos... E sem perceber, trocamos por outras no ano seguinte.
Esse ano eu me perdi e me encontrei incontáveis vezes, eu me despedi de meu eu sozinho e o encontrei em alguém, eu encontrei o meu eu completo e me perdi na completude do mesmo. Esse ano eu tive de aprender a se despedir de minha solidão particular e de uma série de características que vinham com ela, eu tive de aprender a me despedir para dar as boas-vindas a outras. Isso foi opcional. Mas ainda assim doeu. Porém dar adeus a pessoas do mundo externo sempre dói mais.
Esse ano eu tive medo de perder alguém, mas isso é assunto para quem sabe um outro texto.
Tive medo da dor da despedida.
Mas sempre somos confortados pelo tal tempo, e pela rapidez a qual ele corre... E corre cada vez mais.
Brinquei, sorri, chorei, sofri, aprendi e segui... Como em todos os anos, 2010 me ensinou através do amor e da dor. Com a exceção de que aprendi que não há amor sem dor e vice-versa. Mas ainda bem que o primeiro existe, senão seria insuportável conviver com o segundo.
Em 2011 eu quero menos.
Menos despedidas. Quero me despedir das despedidas. Mas já que estamos falando de coisas reais e possíveis, em 2011 eu anseio por mais.
Mais dedicação e sorriso, mais otimismo e fé, quero mais de todo tipo de amor e mais motivação a escrever. Eu quero mais.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Ela o amava. Ele a amava também. E ainda, que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo.
C. F. A.
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Hoje quero simplesmente ir embora viver.
E dane-se as palavras e a rotina.
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Ela o ama. Ela a ama também. E, ainda que essa coisa, o amor, seja complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, nesse momento em que acontece dentro do sonho, é simples. Boa, fácil, assim é. Ela gosta de estar com ele, ele gosta de estar com ela. Isso é tudo.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
É difícil enxergar através da neblina... Ou quando o sol vai embora e todos os postes da rua queimaram. Ainda restam as estrelas, porém você não consegue ver mais que simples pontinhos brilhantes e insuficientes pra clarear o seu caminho. Outrora eram de uma magia inominável, agora elas parecem tão ocultas e sem-graça, que cabe apenas numa contagem... A falta que eu sinto é como o número delas. Você sabe.
Ando escrevendo coisas sem nexo, vendo coisas sem-graça, ou melhor, não vendo, vivendo e aprendendo a lidar com a falta e a paciência. A paciência de esperar 209 dias, 5016 horas,300960 minutos e 18057600 segundos. Confortada pela existência do amor. O nosso. O Dele. O Dele em mim. O Dele em nós.
A vida dá voltas antes que a gente se dê conta.
Fácil não é realmente a palavra certa pra descrevê-la... Também não sou pessimista o bastante para nomeá-la como difícil, ruim. A vida é árdua e doce. Única, por isso mesmo preciosa.
A gente reclama quando se sente só, a gente resmunga quando está sufocado numa multidão...
Não se assuste ao ouvir uma explosão. Provavelmente é o meu coração, que foi pelos ares, forçado por uma respiração cortante, fruto de uma ansiedade ruim e inquietante. Quero que o tempo páre, para que eu aproveite cada segundo. Mas quero que ele comece a voar a partir do momento em que o avião levantar vôo.
E qual será a sensação da criança que foi deixada pelos pais na porta no internato ao ver pela janela embaçada o carro deles se afastar, afinal?! Estou prestes a descobrir.
Eu já disse tanto não, já perdi tantas coisas em tão pouco tempo e dormi no ponto... Eu já me deixei levar tantas vezes pelo medo, já engoli mil segredos e já sufoquei tantas dores e lágrimas a ponto de morrer em mim. Em tão pouco tempo de vida, já tenho tantas feridas, e tantas histórias nas cicatrizes que já perdi a conta. Mas aprendi. A viver, a sorrir, a me recuperar, a ARRISCAR e não dar ouvidos a dor nem ao medo. E continuo...
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Fechamos os olhos pras dores do futuro e vivemos um presente que está valendo cada pulsar, cada gota, com uma intensidade incabível nessas palavras.. E o que eu quero é focar somente nesse respirar, nessa atmosfera que fica sempre no agora, sem pensar em quanto tempo falta para que eu perca o ar e morra em mim mais uma vez...
Fecho os olhos e respiro fundo... Um soco no estômago é fruto de sua ausência.
Caminho passos largos e rápidos, respirando, respirando, respirando... Sufoco por um momento e em seguida solto o ar ao te ver de relance.
Como se você pudesse controlar até a minha própria respiração, te abraço como se fosse o próprio oxigênio. Reajo ao seu toque inspirando o ar, de novo, esqueço de soltar e mais uma vez ele me escapa. Mas eu tenho você, que é quase tão essencial quanto ele, disputam entre si a minha atenção.
Só não me pergunte o porquê de ter inspiração pra escrever sobre alguém que conheço tão pouco... Mas pelo menos essa não é a minha sensação.
Tenho a impressão que conheço Mari a pelo menos uns 2 anos, parece ser aquela pessoa que sempre fez parte de sua vida, porém apenas recentemente você se deu conta. O que é impossível, eu sei, há uma distância considerável entre Recife e o Cabo de Sto Agostinho e por isso mesmo vamos descartar as chances de termos nos esbarrado mais de uma vez (se é que isso já aconteceu). Mari é o tipo de pessoa que todo mundo vê, mas nem todos enxergam. É aquela menina tímida, simpática, altruísta e quieta, que você custa a reparar num ambiente, por seu jeitinho simples e discreto ao se portar... Chamando a atenção apenas por um minuto, quando ela derruba um objeto sem querer, por exemplo. E então você logo volta os olhos para uma outra pessoa mais efusiva e agitada.
O que ninguém sabe é que ela vive em um outro universo, aliás, tenho sempre a impressão de que nossas galáxias são parecidíssimas quando converso com ela. Os sons, as cores, as músicas de melodias calmas e incomuns fluem de seus olhos pra toda uma rotina desgastante ao redor, dando uma nova conotação ao mundo. Talvez você ache patético o meu ponto de vista, minhas percepções, afinal de contas, ela é apenas uma pessoa, o que pode haver de tão incrível nisso? Confesso que achei que seria fácil escrever sobre ela, o que pode ter de tão difícil para se falar sobre uma pessoa? É exatamente isso, não tem. Não tem como descrever, nem explicar.
A questão é que ela é um dos universos mais fantásticos que já conheci, aliás, que estou conhecendo ainda, e toda a sua suposta sem-gracisse (como ela mesma nomeia) na verdade é um disfarce, é uma fantasia para mascarar uma personalidade bem complexa, singular, visível para poucos... E eu sinto muito por quem ainda não percebeu seu 'algo mais', e enxerga apenas algo como a 'menina dos livros'. Afinal de contas, nem eu mesma sei explicar o que tem tão incrível em Mariana. E nem o porquê de eu ter aprendido a amá-la em tão pouco tempo. Isso só pode ter dedo do Criador... Ele e seus toques todo especiais em minha vida.
Aliás, obrigada pela de Mari, afinal... E obrigada também por poder participar dessa data, o cumprimento de mais um ciclo da vida dela.
Feliz aniversário, Mar i Ana =)
sábado, 16 de outubro de 2010
Por que sempre sobre ele?
Ah, sei lá... É tão repetitivo isso, essa coisa de tentar descrever as sensações e o vôo das borboletas. O que estou descobrindo ser impossível. Impossível descrever essa montanha-russa, nomear suas cores, suas dores, sua energia e seu deleite, impossível colocar em palavras as coisas tão mais lindas!
Por que ainda insistem em limitá-lo a palavras?
É tão sublime... Por que EU conseguiria?
Pode tudo estar mudado, pode tudo estar errado, pode o chão abrir sobre seus pés e a terra querer lhe engolir... Mas nada disso passa a importar, e todas as peças parecem achar um encaixe ou persistir em sua busca assim... pra sempre. É provocar sem querer as borboletas de uma só vez e em seguida descobrir que o que as deixa tão agitadas é também o essencial para que levemente voltem a repousar seu sono tranquilo.
É tão estranho não ter nada pra comentar de novo, é tão estranho viver cada emoção de uma só vez e pausadamente, ligeiro e devagarinho, rápida e pausadamente, explodir em palavra, riso e beijo, desejo e música, melodia, paz interior... Quanta coisa vazia, quanta coisa ausente, demente, se comparadas ao tal amor.
Não me sinto mulher suficiente pra encarar e nem criança o bastante pra conseguir fugir. Estou no meio termo, naquela falta de exatidão e definições, sabe? Naquele mar de interrogações e poucas exclamações, eternas reticências no meio de uma sentença inacabada... Do lado de cá ou do lado de lá há dor, medo, alegria e vida. Não importa aonde esse mar te leve, você acabará numa piscina nova, rasa ou funda, limpa ou suja, você só descobrirá na hora. E terá, mais uma vez, que nadar. Com a fibra de uma mulher e a graça de uma criança.
Desistir seria admitir que não valeu a pena tentar ou que não sou digna da vitória. Há lágrimas que também podem ser evitadas, mas não quer dizer que nunca mais irá se submeter a nenhuma...
Eu preciso continuar. É uma questão puramente de FÉ. Ignorar esse desprezo que parte de mim mesma e o que vem dos outros, ignorar essa necessidade de estar sempre tão em foco com a razão, ignorar essa agitação repentina de querer levantar e quebrar tudo pra sentir alguma mudança aqui dentro... Eu preciso continuar, não simplesmente porque comecei, mas porque eu realmente preciso ver além da fumaça negra que insiste em me cercar sorrateiramente sem querer que eu respire, de novo, o ar puro. Eu preciso continuar, sem necessariamente aceitar a dor ou me submeter à agonia. Eu preciso continuar para que se cumpra tudo aquilo que está por vir...
Eu preciso continuar, porque o amor é aquele que tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
E por amor à vida e ao meu Pai, eu sempre continuarei.
O seu sorriso é a minha lágrima. A minha comemoração será a sua perda. Por que a vida tem de ser tão paradoxal? Por que o pouco torna-se tanto na mão de outros, e o tanto torna-se pouco na mão dos loucos? É o tipo de coisa que quanto mais penso, menos sei, quanto mais penso que sei, mais longe fico da realidade... Eu só queria que cada choro e riso fossem vividos de cada vez, na mesma ordem, e que um não precise ser motivo do outro, por favor. Sua loucura, tornando-se minha lucidez...
Talvez você deva se perguntar qual papel que você está fazendo nesse circo. Quer dizer, tá mais pra circo, não tá? Ainda que um circo decadente, com a lona furada, os bancos com a pintura toda descascando, o palhaço com a maquiagem borrada e fraca, a mulher barbada da barba falsa despregando e o equilibrista fajuto que colou a sapatilha na corda bamba. É tudo um circo, que dependendo da ótica pode ser decadente, macabro ou até mesmo engraçado de tanta falta. Como naquela música: era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada... Lembra? Pois é. Nesse circo não tem graça, não tem honestidade, não tem sequer gente de verdade.
E se você não tiver ferramentas pra consertar a lona, tinta pra pintar os bancos, maquiagem decente pro palhaço e cara-de-pau pra mandar a mulher barbada e o equilibrista oportunistas procurarem outro emprego, melhor que não apareça. Quem foi o descerebrado que disse que precisamos de sua futilidade aqui? Quem não ajuda, NÃO ATRAPALHA. E vá reencarnar num pato, da próxima vez. Ele pode ser mais útil nesse circo que você.
Que vontade de madrugar, virar o dia fazendo qualquer besteira... E acordar às 3 da tarde ao meio dia pra dar tempo de sair na rua, pegar um ônibus que nunca peguei antes pra ver onde eu irei parar... Tomara que seja um lugar que dê pra deitar na grama quando o sol estiver fraquinho e conversar com as flores ao redor. Depois ir a uma praia distante e subir nas pedras pra ver o pôr-do-sol, mergulhar no mar quando já estiver escuro, correr em seguida sentindo a brisa fria cortando o rosto... Com sorte ainda tomaria banho de chuva, sorrindo e cantando como uma criança no auge de sua travessura, sentindo a barriga doer de tanto dar gargalhadas, roubar uma bicicleta e tomar uma estrada escura num campo deserto que não vai dar em lugar algum! Chegar na beira de um penhasco e me jogar gritar até sentir que perdi a voz completamente... Contar estrelas no caminho de volta, arfando um pouco porém com um sorriso nos lábios. E então eu voltaria pra casa gripada, trêmula, agitada, enérgica, extasiada, rouca, satisfeita e talvez um pouco arrependida, pensando em como me custaria acordar às 6 da manhã no dia seguinte e ir à faculdade disposta... Muito mais inventar uma desculpa coerente pra minha mãe. :T
(mas acho que valeria a pena o risco...)
No fundo nem em meus sonhos eu me arriscaria assim.
Misturo viagens históricas e viagens de meu passado, alheia a tudo ao redor mas absorvendo a nostalgia de poder ouvir sobre história e literatura brasileira... Passeando por um passado colegial tão recente que chego a me assustar com o passar do tempo! Saudades e mais saudades... Eu era mais feliz? Não. Daqui a 4 anos estarei escrevendo um relatório, na calmaria da noite e então pararei um pouco, olharei em volta e lembrarei disso aqui... Então farei a mesma pergunta e a resposta será a mesma (espero).
Volto às lembranças do ontem, do hoje, do antes, do agora... Respiro o ar gelado do ar-condicionado de forma calma, paciente, sorrio de leve, apática aos acontecimentos e penso: Que tranquilidade estranha! Por um minuto ficou tudo calmo aqui fora... E aqui dentro. As borboletas adormeceram. Talvez seja um sono leve, melhor se precaver.
Eu não costumo expressar sempre aquilo que realmente sinto, nem sei se consigo. E também não se deveria... Tenho uma bomba relógio tiquetaqueando em meu peito, esperando a hora de explodir e me entregar. Entregar os pedacinhos de tudo, tudo o que me prende aqui dentro e me sufoca, entregar sobretudo que existem pedacinhos. E que ninguém consiga juntar, pro meu próprio bem. (como se isso pudesse importar depois da explosão)
(Tomara que não seja mais um daqueles posts que eu venha a excluir, depois)
Tão presa nessa rotina desgastada, quase vencida pelo cansaço e desânimo... Filosofando numa janela de ônibus qualquer sobre qualquer coisa, qualquer rosto alheio. Qual seria a visão geral disso tudo? Digo, qual será a visão de quem está na sala de controles dessa máquina chamada mundo? Deve ser mesmo fantástico ter o discernimento de cada folha que cai, cada farfalhar de folhas, cada folha que seca... E eu sou apenas mais um pontinho de luz nessa imensidão, certo? Consigo ouvir as melodias de Sixpence e o cantarolar de Leigh Nash, suave, único, tranquilizante, como uma trilha sonora da mesmice, do ajeitar de óculos, do cruzar de pernas, do descer do ônibus e prosseguir caminhando anonimamente feliz... Pelo menos até que chegue em casa e chamem meu nome.
O vilão em meu pulso tiquetaqueando seu respirar... E quem disse que os objetos não têm vida? A caixa de mensagens de meu celular tem as mais variadas lembranças, emoções, recordações, tão vívidas! E a cada "bipe" o pulsar de meu coração insiste em aumentar, esperando suas palavras com a ansiedade de uma criança que espera o pai no aeroporto de uma longa viagem...
Papéis de carta no chão, canetas sem tampa, espalhadas, papéis rabiscados, amassados... E em cima da cama, a mala. As roupas impecavelmente dobradas, sapatos, bolsa, cintos, presilha, perfumes, ursos de pelúcia, tudo, tudo, tudo em seu devido lugar, esperando a hora de partir. Tudo estava pronto. Menos o seu coração. Ele estava do outro lado da rua, junto com um monte de lágrimas e um violão. Estava com o seu dono. Na escrivaninha, o papel branco ainda estava escrito até a metade e no resto haviam duas gotas pingadas, borrando as linhas, estragando. Ela o amassou. Mais palavras em vão, mais tempo perdido... Nada que escrevesse poderia decifrar o misto de coisas que estava se passando em seu coração, em sua mente, agora. Sentia-se tola, enganada pelo destino, confusa... Perdida. Como antes. Sentia-se extremamente vazia, como sempre fora até conhecer a sua completude, em carne, osso e sorriso. E agora chegara a temida hora de dizer adeus à nova garota e olá à velha sem graça de sempre. Forçava-se a estar pronta pra isso.
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
O pior e o melhor abraço. O abraço mais intenso e prolongado, o abraço que tinha hora pra acabar, sua mãe fez questão de lembrar, do carro. As lágrimas misturadas com o perfume, como sentiria falta daquele cheiro que chegava pelo vento com antecedência... Aquele cheiro que ficava em seu casaco e por isso mesmo o abraçava antes de dormir. Não haviam mais palavras... Nem beijos. Apenas uma última troca de olhares significativa e um leve roçar de lábios nas costas de sua mão. Ela sentiu o coração acelerar, de novo, angustiado... Virou as costas e correu, deixando pra trás toda aquela atmosfera.
Em cada despedida eu vou te amar Desesperadamente, eu sei que vou te amar
Ipod no último volume e nenhuma conversa, o melhor trato que já fizera com a mãe. Novas lágrimas por vir e o nó na garganta, ardendo, queimando-lhe as entranhas, querendo fazê-la vomitar toda a amargura que vinha guardando desde sua última semana ali... Abriu o caderno e começou a escrever, ainda que tudo borrado devido ao balanço do carro, escrevia como quem tinha a necessidade de respirar, as lágrimas caíam novamente borrando as palavras, mas isso já não frustrava tanto, agora. Apenas pensava no que ele pensaria ao ler todos aqueles versos, todas aquelas reflexões, todas aquelas cartas não entregadas... Tudo aquilo era tão dele, e ele nem imaginava. Tinham que ficar com ele.
E cada verso meu será Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Talvez nunca soubesse o que ele acharia daquilo... Estava tão ou mais ferido que ela que poderia simplesmente ignorar sua existência a partir de agora. Só de pensar nisso lhe vinha novamente o amargor de sentimentos... Mas o que aconteceria, então? Ficariam com um vínculo apenas superficial? E quanto aos abraços, beijos e sussurros? As cartas não poderiam substituir isso... E mais uma vez vinham as lágrimas, cumprir o seu papel.
Por toda minha vida Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar
Não sabia se era certo dizer que cresceu muito durante aquele verão. Quando na verdade já era tão precoce que a coisa mais doce que poderia acontecer era voltar a brincar e a sorrir, como nunca pensou que faria de novo. Sentiu sorrir o coração... Dormiu sonho de menina. Brincou de ser feliz e de fato, foi. Agora temia pelas noites mal dormidas, pela ausência de graça e brilho de tudo, tudo, tudo... Tudo se embaçava de novo. E as lembranças eram sua única conexão com a luz.
Mas cada volta tua há de apagar O que esta ausência tua me causou
Ela não sabia pra onde estava indo. Sua mãe dizia-lhe o nome da cidade, já conhecida pelas duas, o endereço e inclusive o propósito... Mas ela ainda não sabia onde estava. Não nesse momento. Nunca soube tão bem quem era e onde estava como naqueles dias, mas agora, a verdade era que a menina tinha se perdido entre as lembranças daquele verão... E talvez ela nunca se encontre novamente. Pelo menos não enquanto não voltar àquele lugar e ter, de novo, seu coração.
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver A espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida
Não, não vou criticar os semi-analfabetos que criaram conta no orkut nem as Casas Bahia por venderem celular com câmera tão barato que qualquer um compra e grava um vídeo de qualidade deplorável pra pôr no youtube. Já virou modinha esse tipo de queixa, especialmente entre os pseudointelectuais... Só amaldiçôo essa tal inclusão digital por deixar as pessoas mais hipócritas e fazer parecer que a vida real é difícil e chata.
Duvido que 99% das meninas sejam tão descoladas, ousadas e seguras quanto se mostram no orkut, com aquelas descriçõezinhas copiadas e coladas no "quem sou eu" e poses sensuais em suas fotos, carregadas de photoshop... Duvido que os casais sejam tão felizes quanto em suas trocas de depoimentos ou declarações em perfis... Duvido que as comunidades realmente expressem aquilo que as pessoas sentem ou do que gostam, quando na verdade a maioria são um desejo do que elas gostariam de ser... Duvido que a maioria das pessoas sejam elas mesmas em suas vidas virtuais.
Orkut, Twitter, Facebook, Formspring... Todos têm suas mazelas. Especialmente a geração teen atual que costuma fazer coisas cujo contato humano é INSUBSTITUÍVEL pelo meio virtual. Namorar, discutir, conversar, rir, se declarar, se desculpar, fazer melhores amigos... Isso tem muito mais de olhar e sorriso que smile e emoticons. Abraços, conversas, beijos, sentimentos!, não podem ser substituídos nem forjados dessa maneira.
Usar a internet e sites de relacionamentos pode ser saudável, quando se sabe separar da vida real e priorizá-la... Uma lástima o ser humano tornando-se ser virtual.
E em uma esquina cheia de vias, de caminhos parecidos, tortos e belos, encontrei você.
Sempre tive uma luz difícil de se misturar, fraquinha, fraquinha, sem quaisquer diferenciais. Parecida demais com as outras mas que no fundo, não conseguia se encaixar por inteiro.
E quem percebe essa confusão?
Você.
Cuja luz é tão forte e reconhecível que chego a ter medo de que a minha desapareça...
Então você mostra que a sua luz pode se misturar a minha e assim as duas podem brilhar juntas, de uma maneira intensa, transcendente... E assim não há luz forte, nem fraca, apenas a nossa luz.
A melhor parte é que você sempre enxergou a minha... Ainda que eu mesma tivesse dificuldade em fazê-lo.
Não espere que os outros pensem da mesma maneira que você.
Não espere um nível de compreensão igual ao seu.
Não espere que as pessoas reajam às situações de uma mesma maneira que você.
Não espere satisfação ou orgulho de quem você passou a vida tentando agradar.
Não espere que as pessoas cumpram tudo aquilo que prometeram.
Não espere ter um grau maior ou menor de importância na vida delas.
Não espere ter um segredo guardado para sempre, especialmente se você já o contou para alguém.
Não espere pelo futuro para fazer/ser o que você sempre quis, ele pode não chegar, por isso comece a fazê-lo/sê-lo a partir de AGORA.
E não esqueça: pare de esperar das pessoas, por mais previsíveis que sejam, elas são complicadas demais para que você entenda ou saiba o que esperar delas. Como diz uma amiga minha, as pessoas são humanas e não exatas.
Tudo o que você precisa é apenas estar atento às luzes, sons e cores que estão sempre ali. Sua percepção é o que muda. Mas eles estão sempre ali.
E quando você percebe que o sol ainda vai brilhar, independentemente de quantas nuvens você já tenha sido vítima, que o tempo não pára embora muitas vezes queiramos fugir para outra dimensão da dor, que a vida ainda é vida ainda que tenha presenciado sensações de morte e que Deus é Deus, eterno e imutável em Sua misericórdia... Passa a viver intensamente.
Percebe também que o futuro é uma astronave, e que não existe mesmo um manual sobre como devemos pilotar. É como andar de bicicleta, a gente tenta uma, duas, três vezes, e vai aprendendo com a quedas, até então saber lidar com ela e seguir em frente, feliz, sentindo aquela brisa maravilhosa no rosto... Sensação incomparável.
Percebe que a cor das flores sempre foram tão belas, tão singulares, assim como seus perfumes... E também que as pessoas são como flores. Nos agradamos tanto de algumas, que acabamos priorizando-as somente e fechando os olhos pras qualidades das outras ao redor. Temos certa relutância em admitir realmente que algumas possuem beleza também, embora não sejam do tipo que nos agrade, mas ainda assim são belas, e frutos de um mesmo Criador.
Percebe que cada pessoa, cada sentimento, cada situação é incomparável, e essa diversidade da vida é uma das coisas mais incríveis que existe... A forma pela qual as coisas acontecem, as lutas, as derrotas, as vitórias, os sorrisos, as lágrimas, os gritos, as dores, os júbilos... Tudo tão parte de um ciclo que começa e se encerra todos os dias, para variadas pessoas. Tudo tão necessário, porém não menos difícil.
E tudo o que você precisa fazer, meu bem, é aproveitar. É saber se entregar ao Criador sem medo de se machucar, e se assim for, levantar com a graça de quem aprendeu e está pronto pra próxima.
Viver é perceber, de fato, que a vida sem Ele não tem sentido nem propósito. É deixar guiar-se pelo dono da festa a tudo, tudo isso.
Abrir os olhos já não resolve mais. Afinal de contas, não são apenas os pesadelos, infelizmente. Você vai precisar de mais que um abrir de olhos pra livrar-se desse peso. Coragem... Tenha coragem para assumir para si mesmo do que precisa e o que quer, tenha coragem para decidir sobre qual pessoa magoar, pois não há escolhas que não firam. E tente sobreviver com esse ideal de magoar o mínimo de pessoas possíveis, e isso inclui você mesmo. Tente ser feliz, ao menos uma vez. Não pode ser pecado ao menos uma vez não viver em função dos outros.
Ela sempre esteve lá. No meio de tantas cores e modernidades, no meio de tantas habilidades alheias, que eu nunca a tinha reparado antes. A boneca aparentava ser de porcelana, mas quando caiu, nem a pintura rachou. Lembro mais das inúmeras vezes em que alguém ia mexer numa boneca de pilha e sem querer batia nela. Então eu a apanhava de todo jeito e a colocava de volta em seu lugar.
Às vezes eu ficava tão perdido entre as cores, músicas e belezas das outras que eu nem reparava que ela já estava no chão novamente. E, se não fosse o dono da loja... Coitada da bonequinha. Ainda estivesse lá, a depender de mim.
Eu precisei limpar a estante onde ela ficava e tive que tirá-la com cuidado de seu lugar de praxe, com minhas próprias mãos... E somente segurando-a delicadamente pude perceber que todas as quedas a afetavam, afinal. Por dentro. Balancei com cuidado e ouvi um barulho engraçado de caquinhos de vidro se chocando. Ela era bem frágil, interiormente, sequer desconfiava. Não tinha como abri-la e consertá-la. Corria o risco de quebrá-la de vez. Mas, mesmo assim, eu me dispus a cuidar dela, de alguma forma.
Todos os dias eu a limpava e a colocava num lugar de destaque, para que todos pudessem vê-la e não a derrubassem mais. Engraçado, ela passou a chamar muito mais a minha atenção. A loja era cheia de novidades, que sempre me encantavam, mas ela tinha algo que nenhuma daquelas bonecas de plástico, movidas a pilha e repletas de sons tinha. Era clássica, alva, discreta em seus traços marcantes, um trabalho muito bom, devo admitir. Parecia até ser artigo de outra década. E aqueles olhos que expressavam toda a sua quietude e meiguice. Dependendo do ângulo, também passava uma expressão divertida em sua face, contrastando com as vestes de cetim muito bem trabalhadas. Ela passou a ser a minha favorita desde então. E olhe que eu conhecia muitas, muitas delas. É que ela me passava algo especial, que eu não sabia bem o que era (até hoje não sei), algo que aquelas bonecas modernas da vitrine, todas iguais, não passavam.
Percebi que, mesmo no lugar onde eu a havia colocado, numa prateleira só dela e bem no centro da loja, ela não chamava atenção. As pessoas até a percebiam mais, mas passavam direto. Não reparavam em seu encanto. O que me levava a questionar ainda mais sobre o que elas queriam... Por que elas só apreciavam aquelas bonecas tagarelas todas tão parecidas? Francamente, também não me importava a reposta. O que importava era que eu poderia observá-la todos os dias, de meu canto, sempre cuidando para que ela não fosse derrubada por alguém.
Um dia me perguntei sobre a hipótese de alguém percebê-la verdadeiramente e levá-la. Então a coloquei numa prancha antiga, que ficava no fundo da loja, temeroso de que um outro alguém tivesse a mesma opinião que eu a seu respeito. O fato era que eu estava no 3º ano de meu emprego ali e nunca um artefato tinha me chamado tanto a atenção. Ela era mesmo a melhor. E eu demorei a perceber que poderia tê-la para sempre. Não era preciso escondê-la.
Um dia, certo alguém resolveu conhecer a loja de canto a canto e a levou, antes que eu pudesse cair em si. Parecia ser o tipo de dono que ela merecia, um cavalheiro nobre e colecionador, com certeza cuidaria bem dela. Mas, e eu? Não a merecia? Eu o alertei de seus probleminhas internos, mas mesmo assim os olhos dele não pararam de brilhar. Porém meus olhos brilharam primeiro... E, de alguma maneira, ela não estaria ali, se não fosse meus cuidados. Ela era minha, de algum jeito, eu sentia que sim.
No fim do ano fui transferido para outra loja, uma filial. Distante da antiga achava que seria mais fácil esquecer toda aquela história que, em meus pensamentos, já havia nomeado como boba. Acontece que o sentimento de perda ainda era grande, mesmo que fizesse um pouco de tempo, era como se ela ainda estivesse ali, a precisar de meus cuidados. Mesmo que a loja fosse outra... Loja de bonecas eram muito parecidas. Muito.
Eu queria mesmo encontrar aquele cavalheiro novamente. Quem dera. Pediria para segurá-la e contemplar seus detalhes pelo menos uma última vez. E quem sabe me convencer de que ela nunca me pertenceu, realmente... Mas poderia.
Numa hora tudo está bem, e de repente tudo desmonrona. As lágrimas caem e você sabe que não é por um motivo específico. Você está sobrecarregado, na verdade, de tantas coisas pequenas, e isso torna-se um GRANDE problema. Você se vê cansado em meio a tantas lutas e frente a ainda mais provações. Então você suspira e olha para os lados... As pessoas parecem não compreender o seu momento, por mais amigos dispostos a te ajudar, não vai adiantar, pois é algo particular SEU. Você olha para baixo e só o que vê é algo amargo e indesejável, parecido com derrota, mas em estado momentâneo, que te faz querer jogar tudo pro alto e assumir de vez sua incapacidade mortal. Então você esquece do mais importante...
Olhar pra cima.
Sim, em meio a tanta confusão e a tantas derrotas, a gente se sente extremamente só, pois ninguém parece passar pela mesma luta que nós. Nos esquecemos de que existe sim alguém que sabe até melhor que nós mesmos sobre a nossa dor, sua intensidade, e é o único que pode nos ajudar em momentos assim. Deus.
E se não fosse Ele, meus amados, eu não teria mais motivos para prosseguir. O que seria de mim sem a Sua mão protetora? É uma pergunta que tenho medo até da resposta.
Ele nunca nos faz passar por provas que nos destruirão por completo... Ele dá apenas o que cada um suporta, segundo seus limites. E quando não houver mais limites? NELE encontraremos a chave para o IMPOSSÍVEL. E, quer saber? Ele é mesmo o autor de meus momentos, todos eles, até do críticos... Mas nada que Ele faz é em vão. Às vezes só o amor não basta para crescermos, é necessário sentir a dor, nos puxando pra realidade e nos preparando para suportar cada vez mais. A vida não é realmente fácil, e não é privada de dor pra ninguém. A diferença está em suas fontes de conforto...
Adoro avaliar as situações. Simplesmente amo ficar um pouco fora da conversa, do ambiente e do clima, pra ficar a sós com meus pensamentos e minhas análises.Eu não me conformo com o tédio que sinto ao observar as pessoas, é incrível e frustrante. Por que têm de ser tão iguais e previsíveis? São como aqueles filmes que você saca o final somente ao ler a sinopse. Sem grandes surpresas, sem coisas diferentes... Sempre, sempre e sempre os mesmos clichês. As mesmas reações frente a uma situação e a mesma ausência de... Brilho. Para mim.
Acima de tudo, eu gosto de auto-avaliação. E qual não é minha decepção ao contemplar o quão sem-graça eu consigo ser, também. Meus amigos reclamam que eu sou imprevisível, um livro difícil de ler, tudo nas entrelinhas e nada óbvio... Quem dera eu fosse. De minha parte, penso que é apenas uma reação frente a alguém que costuma gostar do diferente, do misterioso e intrigante. É, essa sou eu. E isso parece contrariar pessoas o bastante, ao perguntarem minhas preferências e gostos. Mas isso não importa.
Odeio o óbvio, e tenho pavor de rotinas. Tenho muito mais fases que a lua, e essa parte de mim, aprecio.
Quem sabe o problema esteja na minha incessante busca da ficção em minha realidade, eu gostaria mesmo de fundi-las em muitas situações. As pessoas, com certeza, seriam mais interessantes, tão intrigantes quanto um mistério policial escrito com umas pitadas de romance e sarcasmo. Ah, meu sonho.
Com um pouco de prática, até que é fácil suportar a ausência de brilho e encanto em personalidades distintas, e até que um sorriso pode ser mais cativante quando você não espera muita subjetividade dele. É muito óbvio, e ausente de significados, mas ainda assim um sorriso. E você tem que aprender a lidar com isso.
Goste de mim não por causa das coisas que gosto. Goste de mim não por conta da cor de meu cabelo, nem do meu estilo ou minhas habilidades (nesse caso, ausência...). Goste de mim não por meus sonhos, meus planos, minhas idéias ausentes ou repletas de sentido. Não goste de mim por minhas fotos do orkut ou pelo modo como me expresso. Não goste de mim pela forma que eu lido com você, ou que já lidei. Não goste de mim por minha concepção de realidade, nem por não ligar simplesmente pra tantas coisas... Sério, não goste de mim por quem JÁ FUI algum dia, ou pelo que JÁ FIZ. Também não pelo que faço, simplesmente.
Ela guardou tanta coisa pra si naquele momento... Mas, bom seria se tivesse sido apenas naquele dia. Seu coração era uma caixa que estava sempre recebendo sentimentos, palavras, que nunca externara. Mas guardava sempre tudo. Especialmente os que vinham dela. Não importando o quão machucassem, era sempre para lá que elas iam. Achava-se tão patética de modo a não contar a ninguém sobre as suas dores. Sobre quais eram as dores. Sobre quais eram suas dores e medos.
E assim ia, enquanto durava, sentindo flechadas cada vez mais fortes no peito, a ponto de ter um ataque cardíaco... Mas, enquanto não tivesse, estava tudo bem.
Sente cada segundo se despedir. Sente cada instante zombar de sua falta de bom senso em não aproveitar o tempo que não pára de aproximar teu fim. Sente as horas, repletas de momentos, tão passageiros, lembrando que não é eterno. Sente os dias te fazer encaixar numa rotina de não aproveitar o próprio dia e deixar tudo correr, correr... Sente os meses e os anos chegando, carregados de enganos, de vários ‘alguéns’ que também negligenciaram o próprio tempo.
Sente o vento, anunciando a tempestade que te espera, não haverá mais tempo, sequer atmosfera, quando tudo acabar.
Vê a tua imagem no espelho, aos poucos se altera, e você sequer tem tempo para rir, antes que ela suma.
Marionetes de madeira fraca, quebradiça, aos cupins. Marionetes novas, porém sem força, patéticas. Classe de bonecos abaixo de qualquer outra.
Marionetes serão sempre marionetes, marionetes serão sempre fracas e manipuláveis, facilmente destrutíveis. Marionetes serão sempre as favoritas dos mestres bonequeiros bonachões e vigaristas.
Se anseia por deixar de pertencer a esse grupo de bonecos ingênuos e cegos, corte o quanto antes as suas cordas.
Passo meus pés um no outro, um gesto típico meu quando acordo, e assim fico por 5 minutos até o despertador que eu adiei tocar novamente. Abro os olhos e fecho de novo. Hora de levantar. Mais um dia chega, e com ele vêm as obrigações. Lentamente sento na cama bagunçada e vou falar com meu Pai. Preciso tanto da força Dele... E de Seu perdão por cochilar tanto enquanto falo. Isso TEM que parar. Enquanto vou para o ponto do ônibus vou pedindo/implorando/suplicando (quase exigindo) que o ônibus ainda esteja por chegar e de preferência, que não esteja cheio. Estômago vazio, posição incômoda, ônibus superlotado. O que poderia ser pior? Chuva. Um verdadeiro toró! Esqueci a sombrinha! Não! Essas coisas só acontecem comigo. Já estou passando mal, sem ar. As pessoas são de açúcar ou o quê, para fecharem as janelas sem deixar uma brecha sequer aberta? 15 minutos de atraso, a chuva estia um pouco, mas ainda assim consigo me molhar. Burra, anta, distraída e demente. Se a sombrinha estivesse na bolsa... Ah, se estivesse... Abuso de todo o meu auto-controle para dar um meio sorriso e um bom dia aos conhecidos. Comprar água, urgentemente. Chovendo, mas o calor é insuportável e eu não estou só molhada da chuva, também suo. E quando meu cérebro começa a se acostumar ainda à claridade da sala e do quadro branco, eu lembro da resenha crítica que não fiz e que era para a aula de agora. Nesse exato momento o professor mais chato da Universidade entra e a aula custa como nunca a passar, que TÉDIO. Pera lá, mas não era o curso que eu sempre quis? Eu não deveria gostar mais das matérias? Ou será que eu estou tão cansada/estressada para me envolver de verdade numa aula? Opção 2, tem que ser a opção 2. 20 minutos de intervalo. NÃO DÁ PRA NADA! Aliás, dá sim... De ficar na fila da cantina e engolir um salgado quase sem mastigar e entrar na sala ainda tomando a Coca. As últimas aulas. As que fazem as pálpebras baixarem involuntariamente e eu ficar quase VESGA de tanto tentar controlá-las. Ainda bem que eu sento lá atrás... O professor poderia se assustar. Ah, que legal, liberados 10 minutos mais cedo! Pensando bem... Não faz tanta diferença assim. Mas, posso fazer o xixi que não deu tempo no intervalo. Isso, bem pensado. Agora é correr pro ponto de novo. Ao menos ele vem vazio. Chegando em casa... Ah, almoço. Faminta já passa a ser diminutivo. Agora preciso dormir uma sonequinha e depois, quem sabe, estudar melhor o assunto de hoje. Não... A louça do almoço. Bendita louça. Todos os dias me esperando. Afinal, eu não faça nada da minha vida mesmo. Minha mãe tem razão. Minha vida é muito mole, não posso ficar sem fazer nada. Droga.
Se eu não me vigio um instante, me transporto pra perto de você. Já vi que não posso ficar tão solta e vem logo aquele cheiro que passa de você pra mim, num fluxo perfeito. (...) Adoro essa sua cara de sono e o timbre da sua voz, que fica me dizendo coisas tão malucas. E quase me mata de rir quando tenta me convencer (...) Nós dois somos iguais.
...
Iguais em essência.
E todo o resto de diferença funciona como um ímã, um não, dois. Cargas diferentes... Atração.
Existe uma carga negativa em mim e uma positiva em você, ou vice-versa. O fato é que não podemos negar a atração que rola tão solta quanto uma brisa corriqueira no fim de tarde, à beira-mar. Frio na barriga, coração aos saltos sem porquê nem pra quê, sorriso idiota, rosto corado, tudo isso disfarçado numa maneira inconstante de dirigir uma conversa e numa admiração quase que invisível implícita nos olhos. Não consigo fazer melhor que isso, desculpe. Palavras até poderiam nos ajudar a equalizar.
É bem verdade que grande parte das pessoas só se torna solidária em situações extremas. Por exemplo, a tragédia que aconteceu recentemente no Rio de Janeiro. Algumas pessoas se mobilizaram para doar donativos às famílias que perderam vários pertences ou tudo, após a chuva. Será que essas pessoas olham ao redor de si e percebem que a miséria está também bem pertinho e também clamando por um pouco de atenção? Ou é necessário que aconteça uma fatalidade, com repercussão mundial, para que passem a ajudar os necessitados? É com imensa tristeza que afirmo, a resposta certa é a segunda.
Algumas pessoas na certa devem me achar patética por sentir compaixão por aquelas pessoas cujas vidas não conheço, outras utópica por querer fazer algo, pequeno, mas fazer, e outras ainda assim comunista por criticar a lavagem cerebral e influências do capitalismo... Sou humana. E, mais que isso, sou cristã. Altruísmo. Compaixão. SOLIDARIEDADE. Tudo isso faz parte do caráter cristão. É até admissível que alguém que não siga o cristianismo, que esteja pouco se lixando para o que vivemos e praticamos, critique a minha forma de ver e querer interferir nas coisas, mas passa a ser hipocrisia se isso partir de um cristão. "Nós vamos orar por eles." Ok, ato mais que necessário. Porém a fé sem obras é morta. O que você pode fazer que não está fazendo mesmo?
Hipocrisia também é se comover com as famílias do Rio de Janeiro e estar pouco se lixando para a criança que bate à sua porta na hora do almoço. E hipocrisia é algo que, confesso, mexe muito comigo. Negativamente, óbvio.
"Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando." - Tiago 4:17
E isto significa fazer o que está ao nosso alcance. Independentemente de as pessoas o fazerem ou não, independentemente do quanto o nosso auxílio mudará na situação geral ou não, independentemente de ser no Rio de Janeiro, Haiti ou seu bairro. Faça a sua parte. SEJA e não apenas IDEALIZE. FAÇA e não apenas RECLAME.
É inevitável, todos escrevem bobagens. Nem que seja apenas um rabisco enquanto fala com alguém ao telefone, ou enquanto ouve uma conversa muito monótona na hora da aula (tão interessante quanto!) e pega inconscientemente na caneta. Outros escrevem bobagens por querer, por não ter o que fazer, e ainda há aqueles que acham que seus textos têm um grande teor intelectual... Mas ao chegar ao fim, também constatamos que foi mais uma bobagem. Eu sei que escrevo bobagens, coisas realmente sem importância alguma, admito. Meu maior sonho (ok, um deles) é conseguir escrever algo tão útil e revoltante que quebre as correntes impostas pela mídia ou pelos filósofos, que quebre as cadeias de qualquer religiosidade ou ignorância, algo esplendoroso, que desperte a mente mais alienada.
Eu realmente não entendo porque escrevo, se quase sempre ODEIO os meus textos, meus poemas (não postarei aqui), minhas músicas (ainda mais difícil ¬¬), minhas reflexões. E não importa quantos 10 eu tenha tirado em minhas redações escolares, não passam de palavras bem combinadas, gramaticalmente corretas e idéias expostas de forma geral e coerente. É muito fácil escrever. Eu ainda não entendo o porquê de muitas pessoas odiarem o gesto, em geral são sempre as mais falantes, extrovertidas e espontâneas. Ou as impacientes, mesmo. As ignorantes também estão nessa lista, claro.
Esse ato, para mim, sempre foi como uma espécie de refúgio, ou como, meu termo preferido, um “cano de escape”. Alguma hora precisamos pôr pra fora aquelas coisas que nos indignam, não é mesmo? Aquelas coisas que nos revoltam e nos deixam à beira de um ataque de nervos. Não. Eu não uso as palavras, nem os gestos e atitudes para expressar aquilo que sinto, não na maioria das vezes. Eu escrevo. Eu deixo que meus dedos sejam um canal direto de meu coração, de minha mente, ao papel... Ao pegar na caneta, muitas vezes tenho a sensação de que iniciarei um duelo de espadas. Minha caneta, minha espada, pondo o punho pra trabalhar, cada vez mais rápido, dependendo do que eu estiver em mente, ferindo aquelas linhas, marcando, escrevendo de forma tão feroz que as outras folhas que estão abaixo da que escrevo também ficam marcadas, não por tinta, é claro, mas não ficam mais planas.
Meninas normais brincavam de boneca, de médico (¬¬), de brincadeira de rua, em sua infância. Mas meu passatempo preferido era desenhar, criar histórias ou escrever em meus diários. Eu criei roteiros de filmes, fiz desenhos coloridos, inventei músicas e poemas, inventei contos infantis, contos de fadas, fiz redações por livre e espontânea vontade... O papel e a caneta, meus aliados desde sempre. E eu não pretendo deixá-los assim tão cedo. Enquanto eu tiver essas mãos aqui intactas, válidas, perfeitas, eu não abandonarei esse ato. Mesmo sem saber de onde vem essa paixão por ele, mesmo sem entender como é que essa coisa tão simples pôde se tornar parte de mim.
Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado
(...)
♪
Pensar, refletir e observar. É minha regra. Amar, amar e amar... Sem obrigatoriamente sorrir ou dizer. Concentrar-se no agir, no olhar, na veracidade do sentir. Na espontaneidade das coisas involuntárias e na graça de estar desprevinido. Deixar o silêncio intensificar a pureza do momento, sem se deixar influenciar por palavras que às vezes nada dizem. Ou desmerecem um sentimento imortal.
Penso, reinvento e quase sempre tento.
Suspiro, respiro e retiro o que disse.
Penso, de novo, não falo, ou falo, bem pouco.
O que está havendo comigo, você não precisa ficar sabendo.
Besteira pouca é bobagem.
É melhor calar e refletir que falar e cair.
Ah, se arrependimento matasse...
Ele a observou caminhar despreocupadamente até o sofá, sentando-se serenamente a seu lado... Seria possível que nada a atingisse?
- O que foi? – perguntou, um tanto aérea, fazendo-o perder um pouco de sua preciosa paciência.
- Nada. – resmungou, bruto, mostrando uma falsa insensibilidade, enraivecido por ser um alguém tão fraco aos encantos de um alguém tão frio.
- Aconteceu alguma coisa. – ela constatou, após observar por uns 2 minutos o comportamento infantil dele.
Era mais que óbvio que algo tinha acontecido... Aliás, algo sempre aconteceu. Mas ele se descobriu um bom ator, e ótimo covarde também. Sua covardia estava lhe matando, e ele tinha de encarar esse fato. E encarava como podia. Com amargura.
- Você acha mesmo? – irônico. Numa imitação perfeita dela.
Ela estava impassível, como sempre. Preocupada, como revelava, mas ainda assim, seca. Como podia alguém ser tão paradoxal? E como podia ele ter se apaixonado de verdade, e por um alguém tão complicado de ler? Logo ele... Logo ele! Que odiava entrelinhas e coisas complexas. Que mergulhava sempre de cabeça em tudo, sem pensar, tendo uma forte tendência a inclinar-se ao mais fácil, ao mais acessível. Era loucura querer desvendá-la, e era ainda mais insano não fazê-lo. Acabaria por enlouquecer se não o fizesse.
- Você nem imagina, Julia... – ele soltou, ainda com os cotovelos apoiados na coxa e a cabeça enterrada nas mãos. Covarde. Covarde. Covarde. Sequer conseguia encarar os olhos castanhos que faziam parte da maioria de seus sonhos desde então. Os olhos que diminuíam e faziam dobrinhas, a cada vez que ela sorria. Queria beijar cada uma daquelas curvinhas. Todos os dias. Seria pedir muito? O nó que se formava em sua garganta não era como o de um choro contido... Era como se cada palavra que precisasse sair estivesse judiando de sua covardia em fazê-lo, querendo obrigá-lo de toda maneira. Pressionando. Poderia começar a narrar o começo de tudo aquilo... Mas, como começou mesmo? Nem ele mesmo sabia. Envolvido por seus mistérios, por sua personalidade tão intrigante, passou a se escravizar num vício de observar suas manias, suas ausências, sua frieza e seus pensamentos subentendidos. E quando caiu em si, estava irreversivelmente e irremediavelmente apaixonado. Pela primeira vez sabia o que era o amor. Uma necessidade estranha de estar com ela, nem que seja como agora, em silêncio, apenas para ouvir sua respiração leve, solta e quase inaudível. Sentir seu cheiro tão seu. A boca que sempre esboçava um sorriso torto de puro sarcasmo, a boca que já chegou a lhe revelar tantas coisas incomuns... A boca que escondia uma gargalhada gostosa e contagiante, a qual ele teve o privilégio de presenciar algumas vezes. A boca de lábios fartos que queria tanto beijar e sentir a textura num instante infinito, imortalizar cada sensação, cada curva... Isso nunca iria acontecer. Ela era boa demais para ele. Inteligente demais, linda demais, única demais, mulher demais. Precisava arriscar tudo, precisava sentir que nada estava perdido... Nada pior que aquela falsa esperança que brotava dentro de si, e que precisava logo esclarescer, de uma vez por todas!
- Eu te amo. – rápido e cortante. Como um suspiro de puro cansaço.
E é claro que não recebeu resposta. Seria pedir demais. Pra piorar, ele finalmente resolve encará-la. E lá está aquela expressão de pura insensibilidade. Imutável. A única mudança era seus lábios que agora estavam discretamente entreabertos, num "o". Estaria ela procurando o que falar? A melhor forma de dispensá-lo? O que será que aquilo significava na linguagem dela?
- Pedro... – ela começa, sem dar um sinal sequer de mudança em seu semblante.
- Desculpe.
- ...
- Apenas achei que precisava saber.
Talvez devesse explicá-la o quanto a queria, ou o quanto lhe custou falar isso, finalmente. Mas... Isso realmente importaria para ela? Não, não importa. Suspirou, com uma estranha sensação de alívio e derrota. Maldita falsa esperança. Maldita coragem inoportuna. Maldito amor.
Ele olhou mais uma vez em seus olhos... Suplicante por respostas. Ela parecia querer torturá-lo com suas poucas palavras. Ele preferia seu silêncio a toda aquela indiferença. Ele começou a desejar nunca ter dito nada. E simplesmente deixar levar até quem sabe esquecer. Levantou-se lentamente e abusando de todo seu auto-controle deu-lhe um beijo na bochecha, querendo não concentrar-se na textura de sua pele e nem no cheiro convidativo que emanava dela. Ele a sentiu recuar um pouco. “É, ela tem sentimentos, afinal.” Pensou com amargor frente à reação que interpretou como repúdio, da parte dela. E dirigindo-se porta afora decidiu que era hora de se isolar um pouco e esquecer mais uma vez quem era. Hora da concha. Hora de recolher toda a sua insignificância.
Antes de bater a porta pôde ouvir um alto e claro "sinto muito" de uma Julia cabisbaixa e pensativa, com os olhos fixos nos próprios joelhos. Em seguida saiu porta afora.
Já no asfalto e com o fone de ouvido no último volume, pensava que talvez nunca tivesse a resposta para aquele mistério chamado Julia. E talvez nunca desistisse de solucioná-lo.
Perdi as contas de quantas vezes excluí e reativei esse blog. E agora não tenho mesmo uma pretensão de deixá-lo muito tempo no ar, estou sempre sujeita a mudar de idéia quanto a isso. Se alguém realmente se preocupar com a sua existência e muito mais em o ler, considero um milagre. Até porque meu objetivo principal ao escrever aqui não é bem esse... Escrever, influenciar e blá. Mencionei várias vezes que aqui é uma espécie de cano de escape, pelo qual eu procuro externar em palavras o que me incomoda ou simplesmente o que está em meu coração, no momento. E até então, muitas coisas têm vindo em turbilhão, fazendo-me preferir manter os dedos longes de quaisquer posts sobre quaisquer dessas coisas que acabei de mencionar.
Os blogs que eu visito por aí parecem ter uma espécie de padrão, coisa de menina sentimental ou descolada, menina que se auto-entitula culta ou meninas muito infantis. São apenas meninas, esse é o problema. Cronologicamente e psicologicamente, são meninas que querem a pulso se mostrarem mulheres, o que fica evidente nos temas que escolhem para postar em seus blogs, e nos quais sempre acabam se perdendo. Quando não têm sobre o que postar, falam de amor, narram o seu dia-a-dia, ou refletem sobre algo aparentemente desgastado, expondo uma opinião ainda mais gasta.
Por mais que eu exalte o ato da escrita e faça dele meu refúgio particular, se eu tiver de me submeter a algum rótulo, prefiro recorrer ao bom e velho caderno. Esses 'originais' me cansam. Esse lado da moeda já está bastante gasto para persistir em mostrá-lo.
Blogar é se arriscar, cheguei a essa conclusão. Aprendi que palavras sempre podem ser interpretadas da maneira mais desconexa, e isso não é só pessoalmente. São poucos os que sabem ler sentimentos, mas muitos lêem textos e sentenças gramaticais. Isso me desestimula por completo a manter este blog, assim como qualquer outro. Veremos até onde irei, dessa vez.
IRONIA chegou-nos também do grego, eironeía, através do latim ironia, que significavam ambas “fingir ignorância”.
Sócrates usava da ironia como método pedagógico, fazendo perguntas aos seus discípulos, formuladas de forma a parecer que o mestre ignorava as respostas.
Hoje, ironia adquiriu mais o sentido de dizer o contrário do que realmente se pensa, ou do real significado do que pretendemos dizer.
Já o SARCASMO é mordaz. Muitas vezes fere a sensibilidade da pessoa que o recebe. Sarx era, no grego antigo, “carne” (veja-se sarcófago, por exemplo, um túmulo para a carne ser comida). Sarkázein era “cortar a carne”. Como muitas vezes mordemos os lábios e rangemos os dentes, quando alguém se dirige a nós com um sarcasmo mordaz.
Meu caro, o problema maior é quando a carne ferida do próximo dói em ninguém mais que nós mesmos.
Escrever é como respirar... Necessário, essencial em minha vida. Quase sempre um alívio. Satisfação, doce prazer comum e fantástico. Em minhas veias não corre o sangue de uma escritora. O dom, ou melhor, sua falta, não me permite mentir ou exagerar. Por prática, inegavelmente sim. Mas continuo a declarar meu amor a esse ato tão simples e pequeno, para muitos.
O ato de enriquecer linhas com lembranças, estórias, histórias, mágoas, felicidade, sorrisos, planos e reflexões. Código de linguagem algum chegará a ser tão intenso quanto o calor das emoções! Porém sinto como se pudesse gravar no papel um pedacinho de cada, e quando releio trago à tona algumas poucas sensações... O que já é bastante.
Ler o que escrevo não me satisfaz muitas vezes, e é necessário recomeçar toda a viagem. Contornar as curvas, brincar com as idéias soltas, juntá-las num chão sem pedras, refazer estrelas... Mas no fim vale a pena, o alívio de pisar em terra plana e satisfatória compensa o árduo caminho. Nada como inspirar o ar leve, fresco e puro, após algumas complicações respiratórias. E nada como recorrer a médicos indubitavelmente geniais, tais como Drummond ou Bandeira.
O título dessa postagem é exatamente o motivo pelo qual eu reativei o blog.
Não é segredo que eu odeio meus textos, nem que eles funcionam mais como uma espécie de desabafo que uma forma de fazer as pessoas refletirem. E... Sinceramente? Gostaria MUITO de mudar isso. Porém meu cano de escape não tem filtro. Esse é o problema. Então fica difícil alcançar êxito.
Bem, comecemos 2010, então. E vamos ver no que vai dar isso aqui.