Adoro avaliar as situações. Simplesmente amo ficar um pouco fora da conversa, do ambiente e do clima, pra ficar a sós com meus pensamentos e minhas análises. Eu não me conformo com o tédio que sinto ao observar as pessoas, é incrível e frustrante. Por que têm de ser tão iguais e previsíveis? São como aqueles filmes que você saca o final somente ao ler a sinopse. Sem grandes surpresas, sem coisas diferentes... Sempre, sempre e sempre os mesmos clichês. As mesmas reações frente a uma situação e a mesma ausência de... Brilho. Para mim.
Acima de tudo, eu gosto de auto-avaliação. E qual não é minha decepção ao contemplar o quão sem-graça eu consigo ser, também. Meus amigos reclamam que eu sou imprevisível, um livro difícil de ler, tudo nas entrelinhas e nada óbvio... Quem dera eu fosse. De minha parte, penso que é apenas uma reação frente a alguém que costuma gostar do diferente, do misterioso e intrigante. É, essa sou eu. E isso parece contrariar pessoas o bastante, ao perguntarem minhas preferências e gostos. Mas isso não importa.
Odeio o óbvio, e tenho pavor de rotinas. Tenho muito mais fases que a lua, e essa parte de mim, aprecio. Quem sabe o problema esteja na minha incessante busca da ficção em minha realidade, eu gostaria mesmo de fundi-las em muitas situações. As pessoas, com certeza, seriam mais interessantes, tão intrigantes quanto um mistério policial escrito com umas pitadas de romance e sarcasmo. Ah, meu sonho.
Com um pouco de prática, até que é fácil suportar a ausência de brilho e encanto em personalidades distintas, e até que um sorriso pode ser mais cativante quando você não espera muita subjetividade dele. É muito óbvio, e ausente de significados, mas ainda assim um sorriso. E você tem que aprender a lidar com isso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
pega leve.
sou sensível.