Há uma mulher, neste exato momento, sorrindo para mim. Mas em seus braços, está segurando uma garotinha meiga, dessas com aspecto bem frágil, muito, muito chorosa. A cena chega a ser melancólica, pois uma parece não perceber o temperamento da outra e ambas sustentam um olhar muito intenso.
Há pessoas andando, correndo, dançando, conversando, gritando, brigando, se amando na rua, portanto ninguém pareceu notar quaisquer uma das duas... Muito menos suas feições. Mas não era como se uma estivesse zombando da outra ou lhe causando sofrimento, era como se a conexão, a afinidade mais forte entre elas fosse apenas aquele toque, aquelas mãos seguras da mulher na garota. A garotinha às vezes olhava feio para a mulher, em seguida para o chão, como quem diz me deixe descer, eu sei andar... Mas a mulher não mostrou qualquer sinal de querer largar a garotinha. Pelo contrário. Do jeito que ela a segura, parece que vai levá-la consigo pelo resto de sua vida. Seja por proteção, medo, ou admiração, vai saber, pode até ser apenas carinho. Carinho por uma menininha meio boba, meiga, curiosa, enfezada, mas assustada e cheia de traumas, dá pra ver.
A mulher de vez em quando a contempla meio triste, quase decepcionada e parece afrouxar um pouco os baços... É nesse momento que consigo ver o sorriso mais faceiro da garota. Só que em seguida, o improvável acontece, a mulher praticamente enlaça a menina com um abraço tão sufocante, tão desesperado e carregado de significados que ambas só conseguem se expressar naquele aperto por lágrimas silenciosas. E ainda assim, não houveram expectadores. A garotinha percebeu que para onde fosse a mulher, ela também iria, e mais... Que esse era seu desejo, de verdade.
A mulher de vez em quando a contempla meio triste, quase decepcionada e parece afrouxar um pouco os baços... É nesse momento que consigo ver o sorriso mais faceiro da garota. Só que em seguida, o improvável acontece, a mulher praticamente enlaça a menina com um abraço tão sufocante, tão desesperado e carregado de significados que ambas só conseguem se expressar naquele aperto por lágrimas silenciosas. E ainda assim, não houveram expectadores. A garotinha percebeu que para onde fosse a mulher, ela também iria, e mais... Que esse era seu desejo, de verdade.

