quinta-feira, 27 de maio de 2010

Caixinha .

Ela guardou tanta coisa pra si naquele momento... Mas, bom seria se tivesse sido apenas naquele dia. Seu coração era uma caixa que estava sempre recebendo sentimentos, palavras, que nunca externara. Mas guardava sempre tudo. Especialmente os que vinham dela. Não importando o quão machucassem, era sempre para lá que elas iam. Achava-se tão patética de modo a não contar a ninguém sobre as suas dores. Sobre quais eram as dores. Sobre quais eram suas dores e medos.
E assim ia, enquanto durava, sentindo flechadas cada vez mais fortes no peito, a ponto de ter um ataque cardíaco... Mas, enquanto não tivesse, estava tudo bem.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vai e vem.


Sente cada segundo se despedir. Sente cada instante zombar de sua falta de bom senso em não aproveitar o tempo que não pára de aproximar teu fim. Sente as horas, repletas de momentos, tão passageiros, lembrando que não é eterno. Sente os dias te fazer encaixar numa rotina de não aproveitar o próprio dia e deixar tudo correr, correr... Sente os meses e os anos chegando, carregados de enganos, de vários ‘alguéns’ que também negligenciaram o próprio tempo.
Sente o vento, anunciando a tempestade que te espera, não haverá mais tempo, sequer atmosfera, quando tudo acabar.
Vê a tua imagem no espelho, aos poucos se altera, e você sequer tem tempo para rir, antes que ela suma.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Corte as cordas.


Marionetes de madeira fraca, quebradiça, aos cupins. Marionetes novas, porém sem força, patéticas. Classe de bonecos abaixo de qualquer outra.
Marionetes serão sempre marionetes, marionetes serão sempre fracas e manipuláveis, facilmente destrutíveis. Marionetes serão sempre as favoritas dos mestres bonequeiros bonachões e vigaristas.
Se anseia por deixar de pertencer a esse grupo de bonecos ingênuos e cegos, corte o quanto antes as suas cordas.