sábado, 9 de novembro de 2019

Eu tenho tantos textos crus perdidos em registros mil, somente esperando a hora certa ou o momento mais conveniente para virem à luz. Tenho escrito explicitamente sobre coisas que nunca tive coragem de expor antes, e ainda não sei se isso é algo positivo ou somente destrutivo. Colocar para fora já foi o suficiente em algum momento da minha vida. Hoje, eu estou focada em entender. Não sei se estou me prendendo ou subestimando os olhares alheios, tenho inclusive me questionado sobre a eficácia de me expor assim, de forma tão clara, esses tons mais escuros. Se não necessidade, como posso nomear esse incômodo e essa contradição?

Ora, não acredito mais como antes no exercício de ouvir e se conectar, eu creio em frequências diferentes. Antes que o todo pareça abstrato demais, eu prefiro limitar essa definição, ao menos por aqui, em 'pontos de vista' ou 'análises subjetivas'. Perdi temporariamente a vontade de me abrir àqueles que tanto já ouviram e leram. Ou talvez seja só o medo dos julgamentos, da perda da estima, da admiração. Bobagens demais, até mesmo para mim. 

Sigo sufocando em pequenas agonias diárias, me ocupando do que é pertinente para adiar o inevitável.