quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Nem tudo está perdido

Passando os olhos bem rápido por redes sociais, quase deixei passar a história de duas meninas que esporadicamente acompanhei assim, sem querer, só por ter em minha rede social uma garota com quem nunca me encontrei na vida e nunca troquei uma palavra real. Apenas coisa virtual, de quando eu tinha paciência pra conhecer e alimentar novas amizades virtuais com algum interesse em comum. Uma hora dessas e eu olhando as fotos da amizade dela e da amiga. Melhores amigas que hoje estão morando em estados diferentes. Mentalmente eu pensava que claro, as coisas tinham esfriado entre elas e que consciente ou inconscientemente teriam colocado alguém no lugar da outra. Como tantas vezes aconteceu comigo, na minha vida, com tantas pessoas.
Eu me vi nelas e de repente senti meu coração apertado. Pois se tem uma coisa para a qual tenho memória de elefante, são as sensações ruins. Fiquei quase uns 5 minutos olhando uma foto das duas e pensando "ah que peninha... tão chato quando isso acontece", porém, imaginem o tamanho de minha surpresa ao ver que elas permanecem firmes, fortes e adaptadas à realidade distante? Coisa que eu nunca consegui fazer com quem está perto, e muito menos com quem está longe. Faz quase 2 meses que eu mudei de bairro e faz ainda mais tempo que eu não vejo tanta gente... 
Eu daqui fiquei tão feliz pelas duas meninas. Uma conhece só meu profile e a outra nunca nem ouviu falar de mim, mas como foi bom ver tantas fotos e declarações de uma relação que sobreviveu ao tempo, à distância, à vida! Trazendo marcas, lembranças, presentes. Estes eu tenho de montão, precisando até faxinar, fazer uma "geral", aliviar um pouco esse guarda-roupas abarrotado, que é meu coração. Umas portinhas onde está escrito: "passado" tão cheias de coisas, explodindo por todas as beiradas! E umas portinhas cuja placa prefiro manter sigilosa, tão vazias... Quase todos os dias consigo vê-las se abrindo na esperança de que eu guarde algo dentro, mas não. Vão acabar servindo de almoço aos cupins.
Bem, quanto às duas meninas, espero que ainda sejam muito felizes. Que seus sorrisos sejam enlarguecidos, que haja filhos, amigos de filhos, netos, amigos de netos, maridos amigos, essas coisas mais comuns a filmes e novelas, mas que existe sim em vida real. Que elas preservem esse presente em comum.
E que eu aprenda com elas que nem tudo está perdido. 

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sou sensível.