Dizer que não tenho palavras pra falar sobre ela é uma grande mentira... Porque eu tenho sim. E muitas. Na verdade, o mais correto seria afirmar que eu tenho medo desse texto virar um grande clichê, cheio de emoções e de lembranças que, eu sei, ela tem guardadas com ela também. Mas, vamos lá. Essa minha forma de gostar de homenagear com palavras nunca falha... E ela tem dúzias de cartinhas com a minha caligrafia, com palavras sobre o quão eu encontrei amor na amizade dela.
Amiga do finzinho da infância, do começo da adolescência, da atual tão incerta e exigente vida adulta... Foi ela que, de um jeito sempre tão espontâneo e carinhoso, foi conquistando um lugar em meu espaço, e de forma bem enfática, conseguiu me etiquetar em letras coloridas de neón: essa é minha melhor amiga e amizade como a nossa é rara. Eu que antes achava que amigo mesmo tinha que vir da família ou dos colegas de infância cuja infância compartilhei, me surpreendi quando minha amiga de colégio passou a fazer mais parte da minha vida e de meu coração que qualquer outra pessoa dessas. Eu que nunca gostei de expor sentimentos, recebia de bom grado seus abraços (na maioria das vezes eles vinham com um enrijecer de músculos, mas ela entendia que eu não tinha prática rs) e trocava com ela cartas e confidências que até então nunca tinha compartilhado com ninguém. A minha primeira melhor amiga era uma pessoa explosiva, carinhosa, engraçada e muito leal aos seus. E eu quieta, tímida, reservada, não me pergunte como, conseguia me sentir à vontade com ela como ninguém. "Eu me apego muito fácil às pessoas" - ela sempre me dizia. E eu, secretamente, pensava, "Graças a Deus... do contrário, sabe-se lá se ela insistiria em mim?"
A gente conversava pelo papel durante as aulas e vivia se gabando por nunca ter sequer discutido. E nem quando a gente brigou e depois fez as pazes, a gente deixou de se gabar. Eu ia dormir na casa dela quase todo fim de semana, e a gente passava madrugadas conversando e sorrindo, nunca dormimos direito nesses dias. Nesse tempo, ela sempre viajava nas férias de janeiro, e eu sempre me sentia sozinha, enquanto ela não voltava. A gente gostava muito de ir ao cinema, e sempre comprava muita besteira pra comer durante o filme, e quando estávamos empanturradas, gostávamos de jogar os amendoins restantes na cabeça das pessoas que sentavam mais perto da tela (no escuro ninguém nunca percebeu nada). A gente também fugia pra lan house, alimentar nosso vício de internet, redes sociais e uma certa cantora pop que fazia a gente querer aprender inglês, fazer intercâmbio e imitar ridiculamente coreografias de uma forma bem tosquinha. A risada dela era é uma coisa descontrolada e engraçada, e isso já nos rendeu ótimos micos de se lembrar sobre lugares nos quais deveríamos fazer silêncio e, por que não, alguns hematomas também, já que a tentativa de segurar o riso sempre acabava em espasmos desastrosos.
Éramos uma espécie de "doce amargo" que deu certo (não preciso nem detalhar quem era doce e quem era o amargo), de uma forma cômica e verdadeira, isso foi ficando claro também aos terceiros. E apesar de toda alegria e euforia da adolescência, a gente também compartilhou muitas inseguranças, muitas lágrimas, muita vontade de jogar tudo pra cima e mandar todo mundo se ferrar. Mas uma sempre trazia a outra à realidade e de alguma forma dizia: aguenta firme, que isso vai passar e você é bem forte que eu sei!
Éramos uma espécie de "doce amargo" que deu certo (não preciso nem detalhar quem era doce e quem era o amargo), de uma forma cômica e verdadeira, isso foi ficando claro também aos terceiros. E apesar de toda alegria e euforia da adolescência, a gente também compartilhou muitas inseguranças, muitas lágrimas, muita vontade de jogar tudo pra cima e mandar todo mundo se ferrar. Mas uma sempre trazia a outra à realidade e de alguma forma dizia: aguenta firme, que isso vai passar e você é bem forte que eu sei!
Eu poderia passar a madrugada inteira falando sobre meus episódios favoritos dessa nossa história.. Mas não vou. Até porque se eu for mesmo escrever um livro futuramente, não quero estragar com histórias repetidas. Posso resumir de uma maneira bem simplória que, em treze anos de amizades, nossas vidas mudaram muito, como era de se esperar, como acontece com a maioria dos seres humanos. E, sendo arrastadas por situações novas e inesperadas, por trocas de rotinas, por quebras de rituais, nós nos machucamos algumas vezes, nos consolamos, nos afastamos, nos respeitamos, nos apoiamos, e sim, ufa, crescemos bastante, eu diria. O nosso elo permaneceu... O nosso carinho, nosso cuidado, aos poucos, com o desenrolar dos anos, foi evoluindo e crescendo de uma maneira cada vez mais madura e genuína. E todas as vezes que penso na figura dela me dou conta... Como eu amo a sua vida!
Ela é uma pessoa maravilhosa. Eu odeio ser puxa-saco, mas dela eu puxo porque ela faz parte de minha vida de uma forma que nenhuma outra pessoa faz. Colegas de classe, vizinhas, partes de um mesmo ministério, são tantas nomeações que ela poderia ter. E o nome dela não poderia ser o mais adequado possível. Se eu pudesse escolher somente uma de suas qualidades pra ter em mim, eu com certeza escolheria a forma como ela se doa aos outros, a grande empatia que ela tem ao próximo. Ela é do tipo de gente que vai num restaurante bom e barato e quer divulgar pro mundo sobre o quão vale a pena ir naquele lugar, e se deixar ela segura tua mão e te arrasta até lá. Quer todo mundo bem e feliz. Eu a conheci numa época em que ela passava por cima de si mesma muitas vezes pela felicidade alheia, caia de cara nas coisas, achava incrível como ela não tinha medo de amar (e não tem). Hoje eu olho pra ela e veja a forma madura como ela encara seus relacionamentos, suas pessoas, e como ela tem aquele famoso e invejável jogo de cintura. Consegue preencher os espaços necessários e dar atenção pras milhares de pessoas. Deus, amigos, família, paixões, tudo em seu mais perfeito e saudável lugar.
Não sei porque eu tô escrevendo esse texto, pois o aniversário dela já passou, e eu, tão eufórica que tava, acabei por escrever uma homenagem mais breve, menos cansativa. Mas dane-se. A ideia original era colocar pra fora tudo aquilo que eu tava sentindo enquanto olhava nossas fotos e lembrava do quão a gente já compartilhou, do quão a gente faz parte da vida da outra. A irmã 5 meses mais nova que Deus me deu pra cuidar e, que ironia, ela é muito melhor que eu nisso. Do tipo que não precisa nem ligar ou mandar mensagem, é uma certeza que ninguém consegue apagar: essa menina se importa comigo. Sim, essa menina que venho enaltecendo ao longo desse texto. Essa criatura que consegue ser tão infantil e madura ao mesmo tempo, tão gente grande e tão criança que acampa no Fantástico Mundo de Bobby. Ela me inspira. De todas as maneiras e, principalmente, na fé que juntas descobrimos e compartilharemos até a eternidade. Acho que, no fundo, essas palavras são mais um dos grandes lembretes de Deus de que sim, Ele cuida das coisas direitinho. Desde sempre. Desde quando eu tinha muito menos consciência da realidade. Desde quando eu e Bárbara dizíamos pro mundo, felizes e meio tontas: Sim, somos irmãs. E não é que realmente somos? Adoro o senso de humor Dele. E adoro que minha história com Bárbara seja daquelas que vou contar aos netos, e cujos capítulos ainda estão sendo escritos.
Não sei porque eu tô escrevendo esse texto, pois o aniversário dela já passou, e eu, tão eufórica que tava, acabei por escrever uma homenagem mais breve, menos cansativa. Mas dane-se. A ideia original era colocar pra fora tudo aquilo que eu tava sentindo enquanto olhava nossas fotos e lembrava do quão a gente já compartilhou, do quão a gente faz parte da vida da outra. A irmã 5 meses mais nova que Deus me deu pra cuidar e, que ironia, ela é muito melhor que eu nisso. Do tipo que não precisa nem ligar ou mandar mensagem, é uma certeza que ninguém consegue apagar: essa menina se importa comigo. Sim, essa menina que venho enaltecendo ao longo desse texto. Essa criatura que consegue ser tão infantil e madura ao mesmo tempo, tão gente grande e tão criança que acampa no Fantástico Mundo de Bobby. Ela me inspira. De todas as maneiras e, principalmente, na fé que juntas descobrimos e compartilharemos até a eternidade. Acho que, no fundo, essas palavras são mais um dos grandes lembretes de Deus de que sim, Ele cuida das coisas direitinho. Desde sempre. Desde quando eu tinha muito menos consciência da realidade. Desde quando eu e Bárbara dizíamos pro mundo, felizes e meio tontas: Sim, somos irmãs. E não é que realmente somos? Adoro o senso de humor Dele. E adoro que minha história com Bárbara seja daquelas que vou contar aos netos, e cujos capítulos ainda estão sendo escritos.
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pega leve.
sou sensível.