Droga, eu não sei lidar com isso.
A parte que está orgulhosa por eu ter tentado é menor que eu pensava. É bem insignificante, se comparada ao mar de decepções no qual me encontro. Tentar tem sido insignificante se o resultado não se mostra positivo. Tem algo de errado com a forma que eu encaro a vida e meus fracassos, o que não é surpresa alguma, na verdade é mais um lamento que uma reclamação. Reclamar implica que eu ainda espero alguma mudança. Lamentar entrega que eu desisti de mudar o que mais me aflige.
Respirando fundo enquanto busco palavras coerentes, percebo que elas não são mais tão amigas quanto eu achava. Não estou calma o suficiente. Não consigo extrair delas o necessário pra me acalmar dessa vez. É um misto de sentimentos que me deixa pouco à vontade. Uma vontade estranha de quebrar coisas e seguir em frente, pisar em cima do que está ferindo e seguir. Ao mesmo tempo a vontade de me quebrar diante de alguém, mesmo sabendo que ninguém pode me ajudar agora, somente deixar que me segurem enquanto eu tento colocar pra fora essa coisa que me fere e incomoda. Veja bem, eu não posso pisar nessas coisas ou apenas chutá-las de meu caminho porque elas vêm de dentro. Elas estão dentro de mim. Queria explodi-las internamente de modo que ninguém saiba, ninguém precise parar suas próprias coisas pra prestar atenção. Mas parece que dessa vez eu preciso colocar pra fora essa bomba. Vai machucar alguém. Não parece justo.
