Preciso falar sobre a mais nova pessoa da minha vida. Isso envolve irmandades, paixões em comum, cumplicidade e um pouco daquelas coisas inexplicáveis e únicas que eu tenho com cada um dos meus. Preciso falar dela porque me peguei pensando que talvez ela não saiba/sinta o suficiente de minha parte, e eu não quero correr esse risco.
De início, custei um pouco a acreditar nela, não vou mentir. Por ser um alguém igualmente tão propenso a brincadeiras, achei que eu podia estar exagerando, ou que seria mais uma das coisas online que dão e passam, como aconteceu muitas vezes comigo. Depois eu vi que ela foi ficando por aqui, e eu achei que ela confiou em mim muito rápido. Em mim. Logo em mim. A desconfiada número 1. Não achei que pudesse inspirar qualquer confiança a alguém, de cara. Mas então vi que ela também foi pega de surpresa por isso tudo. Conversamos bastante. O que sustenta a nossa relação é, principalmente, a conversa. A conversa e a confiança.Trocamos ideias e pontos de vista, e, mais que isso, abrimos nossos porões sujos e empoeirados. No fim das contas, percebemos que somos diferentes em tantas coisas, mas semelhantes em tantas outras e, talvez na mais importante delas: a essência.
Falamos de coisas banais e coisas desconfortáveis, trocamos farpas e declarações o tempo inteiro, e, no fim do dia, sempre nos perguntamos coisas do tipo "por que pessoas legais moram longe?". Só pode ser ironia do destino, essa coisa de termos dificuldade em nos abrir com pessoas próximas e aprendermos a amar e falar com pessoas tão distantes. Merda. É o tipo de piada cruel que a gente costuma rir. Porque não nos resta outra coisa a não ser rir e continuar confiantes de que algum de nossos planos mirabolantes dará certo. (veja aqui o emoji de coração partido) Assim, fomos alicerçando essa coisa especial que, tenho certeza, ainda tem muitos passos a caminhar. Essa coisa que tem trazido tantas coisas boas a nós duas. Uma reciprocidade estranha e rápida. Dei de bom grado minhas séries, filmes, livros, letras, bandas, deixei que ela espiasse um pouquinho das partes boas de meu mundo pra, quem sabe, um dia a gente desfrutar disso juntas. Pra quem sabe ela me conhecer um pouquinho mais.Ela me traz à memória coisas leves e gostosas e, por que não, infantis. E, mais importante, ela sempre me faz pensar e refletir sobre coisas que não quero. Coisas que eu queria deixar trancadas e mexer nunca mais ou somente quando for tarde demais. Coisas relacionadas a minha própria personalidade e a minha forma de ver a vida. Acho que essa é uma das melhores coisas sobre ela, há doçura e farpas na medida certa. Sim, as duas coisas são importantes.
Há coisas na vida que não precisam ser muito explicadas, somente sentidas, compartilhadas, vividas. Tenho dificuldades com coisas assim, sendo eu na maioria das vezes tão cartesiana e racional. Mas, se tem uma coisa que aprendi sobre relações interpessoais, é que as melhores coisas geralmente são inesperadas e não compreendidas em sua totalidade. Tentar compreendê-las como um todo acaba por tornar-se mais como um passatempo mental que como uma possibilidade. O ano que passou foi cheio de altos e baixos, mais baixos que altos, devo confessar. Mas, ainda bem que, dentre os altos, bem ali no topo, como uma coisa colorida (na medida certa, sem doer a vista), polida, cativante, intrigante, estava ela. E eu entendi como mais um dos sinais de que Ele continua cuidando de mim através das pessoas. E de que, como ela mesma gosta de lembrar, essa é uma necessidade de todo ser humano. Infelizmente não sou um ET, felizmente consigo perceber, porém sem admitir em voz alta, que preciso de outros. Preciso dela. Ela sempre me lembra que nem sempre vulnerabilidade é ruim.
Obrigada pela vida dela, Deus. Me peguei pensando com o coração cheio de gratidão, coisa que não acontecia há tempos. Obrigada por isso, mana. Obrigada pelos "ouvidos" atentos e por toda a paciência do mundo. Isso significa o mundo para mim.
De início, custei um pouco a acreditar nela, não vou mentir. Por ser um alguém igualmente tão propenso a brincadeiras, achei que eu podia estar exagerando, ou que seria mais uma das coisas online que dão e passam, como aconteceu muitas vezes comigo. Depois eu vi que ela foi ficando por aqui, e eu achei que ela confiou em mim muito rápido. Em mim. Logo em mim. A desconfiada número 1. Não achei que pudesse inspirar qualquer confiança a alguém, de cara. Mas então vi que ela também foi pega de surpresa por isso tudo. Conversamos bastante. O que sustenta a nossa relação é, principalmente, a conversa. A conversa e a confiança.Trocamos ideias e pontos de vista, e, mais que isso, abrimos nossos porões sujos e empoeirados. No fim das contas, percebemos que somos diferentes em tantas coisas, mas semelhantes em tantas outras e, talvez na mais importante delas: a essência.
Falamos de coisas banais e coisas desconfortáveis, trocamos farpas e declarações o tempo inteiro, e, no fim do dia, sempre nos perguntamos coisas do tipo "por que pessoas legais moram longe?". Só pode ser ironia do destino, essa coisa de termos dificuldade em nos abrir com pessoas próximas e aprendermos a amar e falar com pessoas tão distantes. Merda. É o tipo de piada cruel que a gente costuma rir. Porque não nos resta outra coisa a não ser rir e continuar confiantes de que algum de nossos planos mirabolantes dará certo. (veja aqui o emoji de coração partido) Assim, fomos alicerçando essa coisa especial que, tenho certeza, ainda tem muitos passos a caminhar. Essa coisa que tem trazido tantas coisas boas a nós duas. Uma reciprocidade estranha e rápida. Dei de bom grado minhas séries, filmes, livros, letras, bandas, deixei que ela espiasse um pouquinho das partes boas de meu mundo pra, quem sabe, um dia a gente desfrutar disso juntas. Pra quem sabe ela me conhecer um pouquinho mais.Ela me traz à memória coisas leves e gostosas e, por que não, infantis. E, mais importante, ela sempre me faz pensar e refletir sobre coisas que não quero. Coisas que eu queria deixar trancadas e mexer nunca mais ou somente quando for tarde demais. Coisas relacionadas a minha própria personalidade e a minha forma de ver a vida. Acho que essa é uma das melhores coisas sobre ela, há doçura e farpas na medida certa. Sim, as duas coisas são importantes.
Há coisas na vida que não precisam ser muito explicadas, somente sentidas, compartilhadas, vividas. Tenho dificuldades com coisas assim, sendo eu na maioria das vezes tão cartesiana e racional. Mas, se tem uma coisa que aprendi sobre relações interpessoais, é que as melhores coisas geralmente são inesperadas e não compreendidas em sua totalidade. Tentar compreendê-las como um todo acaba por tornar-se mais como um passatempo mental que como uma possibilidade. O ano que passou foi cheio de altos e baixos, mais baixos que altos, devo confessar. Mas, ainda bem que, dentre os altos, bem ali no topo, como uma coisa colorida (na medida certa, sem doer a vista), polida, cativante, intrigante, estava ela. E eu entendi como mais um dos sinais de que Ele continua cuidando de mim através das pessoas. E de que, como ela mesma gosta de lembrar, essa é uma necessidade de todo ser humano. Infelizmente não sou um ET, felizmente consigo perceber, porém sem admitir em voz alta, que preciso de outros. Preciso dela. Ela sempre me lembra que nem sempre vulnerabilidade é ruim.
Obrigada pela vida dela, Deus. Me peguei pensando com o coração cheio de gratidão, coisa que não acontecia há tempos. Obrigada por isso, mana. Obrigada pelos "ouvidos" atentos e por toda a paciência do mundo. Isso significa o mundo para mim.

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pega leve.
sou sensível.