domingo, 27 de maio de 2012

Livros, melancolia, Pedro Bandeira


Dias melancólicos ao lado de Pedro Bandeira e seus romances juvenis.
Fugir da realidade se encontrando em uma realidade paralela... Quem nunca? Eu mesma já comecei a escrever uns 5 livros, dos mais variados, inspirada por gente boa como o senhor Bandeira e suas gentes que nem existem, querendo solidificar desejos, histórias, construir rumos... Quem nunca? Eu sempre. Aquelas vontades ficam canalizadas na pele de gente fictícia, o sentimento verdadeiro é emprestado a almas de tinta, estórias rabiscadas, lugares são visitados por casas imaginárias. E eu aqui. A mente passeia gostosamente, mas o corpo permanece. Essa é uma das coisas da qual a mente foge, pra ver se tenta fazer da alma algo mais leve.
Nem sempre funciona.
Lendo, já nem sei se sou Andreza, Fernanda, ou Isabel... Sou todas em uma, tenho mil alvos agora e as redescobertas de sempre! Tenho mil peles, mil papéis, e o mesmo sentimento gritando em mim. Quem adivinha? Quem se dispõe a querer quebrar o gelo e derreter toda, de cima a baixo, descobrindo o quão sol sou? Quem se dispõe também a cavar fundo nas mil histórias que invento e leio, que adivinha o meu papel de cada dia e o sentimentalismo presente em cada frase?
Só sei, por ora, que hoje quem eu mais queria ser era Fernanda. Com todos os seus problemas, idades e descobertas, eu queria ser Fernanda, das dúvidas primitivas, da espontaneidade simples de seu Amor impossível, possível amor, a qual nunca esquecerei. O qual veio bem a calhar. *suspiro*




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pega leve.
sou sensível.