A primeira sensação foi a de ter sido extremamente
perturbada para... Tão pouco.
Como se antes eu estivesse na minha, depois de uma
tempestade estava me recompondo, procurando me ouvir e ver como eu poderia me
sair em mais essa. Aí vem você. Lindo de viver, cheiinho de luz e paz, com uma
proposta tentadora. Foi como se eu tivesse ouvido “olha, eu sei que aí está frio...
Também sei que você precisa um pouco disso agora, mas eu prometo que isso pode
ser enfrentado de uma maneira mais bela. Vem... Te prometo um pouco de calor e
as coisas vão melhorar, você vai ver.”
Tem razão, os monstros diminuíram e eu simplesmente esqueci
que ainda precisava lutar. Vencer sozinha, as criaturas, o frio, o calor, as
situações, o luto, a perda, o ganho...
Somos extremamente racionais, ainda bem! Porém com o
emocional tão comprometido, capazes de passar por cima de nós mesmos, um do outro,
numa mistura de brabeza confusa, coisa do bicho humano que cada um tem lá
dentro, coisa de gente que pensa muito e enxerga a ferida que precisa ser
fechada. Para dar espaço a mais outras.
Eu estava quieta, é verdade, e resolvi arriscar. Porque eu
nem sei mais, porém o ponto não é esse. Estamos falando de disponibilidade para
amar. Não é coragem, não é fé, não é auto-estima, eu sei, compromisso é
DISPOSIÇÃO. Onde estamos, exatamente? Ainda conseguimos acreditar?
A segunda sensação soou como um alívio pesado, quem já viu?
Uma certeza no meio das incertezas: dar espaço ao tempo e esperar que ele aça, como sempre, seu bom trabalho. Basta
aproveitá-lo, genuinamente. E não dar voz a falta de razão burra e tola, a qual
nos faz querer tanto passar por cima de tudo e se atirar do penhasco. É... Já
não temos dedos pra contar. Você, que tem o poder de pensar e raciocinar nas
mãos, nunca esqueça de parar. É
fundamental.
E a terceira sensação... Ah, essa virá com algumas possíveis
respostas. Poderá me fazer desabar como se tentasse segurar o céu com as
próprias mãos ou soar como uma brisa fria numa manhã de sábado silenciosa e
nublada, entrando pela minha janela enquanto me espreguiço gostosamente embaixo
de um edredom. Não preciso nem marcar a minha preferência. =)
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pega leve.
sou sensível.