Sim, pode estar tudo na mais perfeita paz e o universo conspirando a meu favor, pode as borboletas estarem num vôo sossegado, alegre, cantante, pode as flores alcançarem seu auge de beleza e perfume, os raios de sol fazendo a grama cintilar sem necessariamente violentar a minha pele, pode o meu coração estar sorrindo com tudo isso ao redor, dançando num ritmo decente...
Porém essas coisas parecem não intimidá-la.
Ela sempre vem.
Se faz companheira de quase todos os momentos, inspiração das palavras escritas, aquela que rege quase todos os meus dias e me faz mergulhar fundo, sem saber quando voltarei à superfície... Me faz achar que não vem, mas sim que sempre está lá. Ou aqui. E dentro, bem dentro de mim.
Ela vem, passeia, se demora, e então vai, e volta saudosa, com uma ânsia de me prender em sonhos, análises, críticas e reflexões. Vem para trazer lembranças do velho ostracismo, mesmo que agora seja pequeno, mesmo que não me domine. Aparentemente sem motivos, ela sempre vem. E faz companhia à minha solidão... Aquela velha solidão acompanhada.
Talvez seja o dia chuvoso, sei lá... Sei lá. É um mistério o modo como ela vem, e vai. Na mesma rapidez. Será que vai? Ou sempre está aqui? É como uma visita indesejável, não porque fala muito, mas pelo fato de seu pouco diálogo ser desmotivador, desagradável como ela consegue ser. Também porque ela sai cutucando em todos os objetos, fazendo perguntas sobre a decoração, dando palpites pessimistas.
Tomara que dessa vez a conversa seja mais curta, e ela não deixe a casa muito bagunçada. E, por favor, avise com antecedência a próxima visita. É preciso ter ritos.
(Ou quem sabe uma boa terapia...)
Porém essas coisas parecem não intimidá-la.
Ela sempre vem.
Se faz companheira de quase todos os momentos, inspiração das palavras escritas, aquela que rege quase todos os meus dias e me faz mergulhar fundo, sem saber quando voltarei à superfície... Me faz achar que não vem, mas sim que sempre está lá. Ou aqui. E dentro, bem dentro de mim.
Ela vem, passeia, se demora, e então vai, e volta saudosa, com uma ânsia de me prender em sonhos, análises, críticas e reflexões. Vem para trazer lembranças do velho ostracismo, mesmo que agora seja pequeno, mesmo que não me domine. Aparentemente sem motivos, ela sempre vem. E faz companhia à minha solidão... Aquela velha solidão acompanhada.Talvez seja o dia chuvoso, sei lá... Sei lá. É um mistério o modo como ela vem, e vai. Na mesma rapidez. Será que vai? Ou sempre está aqui? É como uma visita indesejável, não porque fala muito, mas pelo fato de seu pouco diálogo ser desmotivador, desagradável como ela consegue ser. Também porque ela sai cutucando em todos os objetos, fazendo perguntas sobre a decoração, dando palpites pessimistas.
Tomara que dessa vez a conversa seja mais curta, e ela não deixe a casa muito bagunçada. E, por favor, avise com antecedência a próxima visita. É preciso ter ritos.
(Ou quem sabe uma boa terapia...)
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pega leve.
sou sensível.