Quero soltar um grito desumano, este que está preso há tempos, me fazendo perder as forças e outras vontades. Quero chorar um choro contido, incomum, um choro de vários anos, que deixou-se revelar a camuflagem e agora também urge para se libertar. Eu quero ouvir palavras que não sejam conformistas, ouvir de alguém que lhe interessa a minha dor, em seus detalhes, que de repente eu sinta que o mundo todo parou para prestar atenção no choro de meu coração, e ainda que não tenha a solução, ela faça questão de soluçar comigo.
Eu quero ver em meu arco-íris cores vibrantes, e que seja resgatada a pureza e inocência de traços infantis, riscos malfeitos, ausente de simbolismos e repletos de ternura. Nada de duendes ou potes de ouro, porque ele não terá começo nem fim. No ápice da fantasia, já basta uma princesa nem tão inocente assim, que dá bastante trabalho.
Não pode sequer correr atrás das borboletas sem ouvi-las gritarem: Isso não é real! Isso não é real!
Acorda! E dessa vez não ignora o despertador! Reage a essas lutas, isso é real! Isso está dentro de você!Queira encarar tua realidade, livrando-se de quaisquer traços quixotescos, queira morder essa bala de menta e sentir o ácido recheio inundar sua boca. Depois você escova os dentes. Mas agora, o foco é mastigar bem a bala e engolir o líquido ácido, provocador de arrepios e aflição, já esperando pela próxima. Já viu quantas ainda tem na caixinha?
As borboletas nunca te deixam esquecer... Estão fazendo aquela dança involuntária, como que torturadas por uma magia oculta de fazê-las voarem inconstantes e incessantes, fazendo o ambiente sangrar.
Acorda, menina, e não ignora aquela voz que zomba, corta, morde teu ouvido, numa maciez gélida:
"Você pediu por isso, queridinha..." - E então assim mais um choro se prende na garganta e mais um grito morre dentro de si.
As borboletas nunca te deixam esquecer... Estão fazendo aquela dança involuntária, como que torturadas por uma magia oculta de fazê-las voarem inconstantes e incessantes, fazendo o ambiente sangrar.
Acorda, menina, e não ignora aquela voz que zomba, corta, morde teu ouvido, numa maciez gélida:
"Você pediu por isso, queridinha..." - E então assim mais um choro se prende na garganta e mais um grito morre dentro de si.
Li em primeira mão! rs
ResponderExcluirLindo, forte, verdadeiro. Tuas palavras, sempre tuas. :)