sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ela, quem?

De sonhos ocultos e sabor agridoce, soft-rock, blues, cores, cinzas e muita confusão, assim era como uma brisa no fim de tarde... Leve e intensa, acorrentando pelo olhar, desafiando, mesmo que sem querer, mesmo não fazendo a menor idéia de como fazia isso, provocando qualquer um a uma queda livre.
Numa luta incessante contra a garota do espelho, buscando uma identidade que não lhe tirasse tanto as esperanças e os passos firmes, a mil gritos abafados e pequenas lâminas cortantes no estômago. Sem achar motivos para mostrar, perdendo a oportunidade de crescer, ocultando tudo aquilo que teria o potencial de ser bom, avassalador. Auto-bullying. Proposital. Incoerente. Um dia aprendeu que a dor era importante para o crescimento, porém o amor se mostrou igualmente importante em seu processo. Mas ela ainda não aprendera que não era possível priorizar apenas um. Defenestradora da impetuosidade, do estímulo, do agir sem se preocupar, abraçando uma falsa idéia de segurança. Mas essa não era ela. Não sabia se valia a pena continuar nessa busca. Uma vez que sabia apenas que era feita de elos partidos e medo de se doar, era boa e simples, porém covarde e insegura. Algum dia, um lado da corda teria que arrebentar para sempre. Qual seria o tamanho da tragédia?!

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pega leve.
sou sensível.