Dá pra acreditar nessa merda? eu já completei um quarto de um século. Definitivamente não tô tão ruim quanto parece, mas também não me vejo sendo algo que eu olharia quando criança e pensaria: "uau, queria ser ela".
Tô mais praqueles personagens de desenho animado que não é muito marcante positivamente, tipo o irmão mais velho do protagonista sabe? O chato que se formou, tem um emprego que não era o que queria e vive reclamando e se virando nos 30 pra pagar as contas, etc enquanto reclama dos pirralhos que fazem barulho.
25 anos e eu tinha escrito um textinho todo florido sobre autoestima e amar a si mesma em primeiro lugar e tudo que consegui foi postar uma foto minha no Instagram olhando meu reflexo no espelho e legendei "não acredito que nos aguentamos ate os 25 miga". Quem leu pode até ter achado engraçadinho mas nunca vai entender a sinceridade monstra dessa frase, a intensidade. Porque, puta que pariu, eu tinha tudo pra dar muito errado. Pra começar, eu ainda não me aguento às vezes, ainda acho complicado lidar com certas fases daquela pessoa que eu vejo no espelho. Posso resumir nosso relacionamento como "complicado", cheio de altos e baixos, tem, tem horas que a única vontade que dá é de ir a uma sessão do descarrego ver se consigo me livrar de certas coisas.
Ser amiga de mim mesma dá trabalho às vezes. Eu meio que absorvi as coisas ao redor de forma a ser muito dura e injusta comigo mesma. Fui adulta e "madura" na infância e adolescência, quando deveria ter me permitido errar e aprender com isso. Fui coagida a olhar as minhas partes mais feias e achar que eu não teria jeito e isso seria um fardo a carregar. Fui influenciada a achar sempre um problema na minha aparência ou no meu jeito de ser, e, até hoje, tenho dificuldades em desvincular do olhar pessimista sobre mim e as coisas ao redor. Mas, apesar de tudo, eu vejo que aos trancos e barrancos eu aprendi que não há problemas em ser e fazer uma infinidade de coisas que antes me tiravam o ar, o sono, a paz.
E a julgar pela quantidade de vezes que me protejo e me defendo, acho que enfim aprendi a gostar de mim sim. E como tudo na vida, eu não amo e idolatro 100%, ao ponto de não enxergar defeitos, porém, hoje em dia e após muita fase trash e auto repulsão, eu os acho muito aceitáveis sim. Eu sou humana, afinal, suscetível a cair ou acertar. O desafio é se desfazer a rigidez e aceitar a queda livre, sem medo de quebrar os ossos. Hoje eu entendo que tenho o poder de melhorar, piorar, ou não mexer na minha situação. Falta somente mais coragem pra se arriscar e viver plenamente tudo que mereço.
Bem, um brinde à pessoa do espelho. Não é a melhor ou a pior que já conheci, mas é aquela que tem me ajudado a sarar as feridas, levantar das quedas, aquela que tem me permitido viver emoções nunca antes imaginadas. A que me defende e protege de modo a me fazer achar que, uau, eu valho a pena sim. Um brinde a essa pessoa complicada, porém apaixonante, que eu sei (às vezes com menos convicção) que me tornei.
Saúde!
Ser amiga de mim mesma dá trabalho às vezes. Eu meio que absorvi as coisas ao redor de forma a ser muito dura e injusta comigo mesma. Fui adulta e "madura" na infância e adolescência, quando deveria ter me permitido errar e aprender com isso. Fui coagida a olhar as minhas partes mais feias e achar que eu não teria jeito e isso seria um fardo a carregar. Fui influenciada a achar sempre um problema na minha aparência ou no meu jeito de ser, e, até hoje, tenho dificuldades em desvincular do olhar pessimista sobre mim e as coisas ao redor. Mas, apesar de tudo, eu vejo que aos trancos e barrancos eu aprendi que não há problemas em ser e fazer uma infinidade de coisas que antes me tiravam o ar, o sono, a paz.
E a julgar pela quantidade de vezes que me protejo e me defendo, acho que enfim aprendi a gostar de mim sim. E como tudo na vida, eu não amo e idolatro 100%, ao ponto de não enxergar defeitos, porém, hoje em dia e após muita fase trash e auto repulsão, eu os acho muito aceitáveis sim. Eu sou humana, afinal, suscetível a cair ou acertar. O desafio é se desfazer a rigidez e aceitar a queda livre, sem medo de quebrar os ossos. Hoje eu entendo que tenho o poder de melhorar, piorar, ou não mexer na minha situação. Falta somente mais coragem pra se arriscar e viver plenamente tudo que mereço.
Bem, um brinde à pessoa do espelho. Não é a melhor ou a pior que já conheci, mas é aquela que tem me ajudado a sarar as feridas, levantar das quedas, aquela que tem me permitido viver emoções nunca antes imaginadas. A que me defende e protege de modo a me fazer achar que, uau, eu valho a pena sim. Um brinde a essa pessoa complicada, porém apaixonante, que eu sei (às vezes com menos convicção) que me tornei.
Saúde!

