Visitar dores do passado não é uma atitude saudável, se você não tem inteligência emocional. Eu o faço assiduamente, para quem não tem a alma tão blindada assim. Talvez eu o faça justamente por possuir essa falha. Encontro-me tentando não mergulhar tão fundo nesse mar perigoso de lembranças e pendências, eu sei que essa profundidade pode me levar a atitudes drásticas, se assim eu o deixar. Eu sei nadar. Porém, no momento, prefiro me preservar no raso. Melhor não arriscar.
Às vezes penso que certas nostalgias e lembranças vêm como uma forma de reconexão. Por mais dolorosas que sejam, é como se só ali eu me reconhecesse, eu enxergasse mais forte a minha história. Claramente é uma armadilha. Pois, se eu olhasse para tudo com olhos adequados, eu também me reconheceria numa infinidade de sentimentos e experiências boas. Através dessas lentes escuras, minha vida parece que tem sido um borrão, com alguns flashes de alegria e uma escuridão permanente...
No raso mesmo, fui atingida. Escorreguei. Porém me equilibrei a tempo de evitar uma catástrofe. Algo novo me atingiu e entrou rápido no mar, agora sei que não é "mais do mesmo". Observei as coisas velhas e novas conversando entre si, como se numa dança oculta disputassem a minha atenção. Às vezes eu não sei mesmo o que fazer e nem como prosseguir, digo, a qual coisa deveria priorizar atenção nesse momento? Sentei com a água ainda na cintura, sentindo as pedras escorregadias abaixo de mim. Tive o leve pressentimento de que essas águas vão me puxar, vão me levar pra onde quiserem, esteja eu disposta ou não. Não há isenções nesta fase (há em alguma outra?), o processo todo me cobra uma postura.
As coisas velhas estão acenando e me convidando para lugares familiares (e perigosos). As coisas novas estão chegando cheias de novidades e coisas indefinidas, isso me deixa apreensiva. Como sempre. Não é preciso um autoconhecimento profundo para saber coisas essenciais, tenho travado diálogos internos que me apontam veementemente o medo. Das coisas que poderão ser. Do que passou e não se resolveu. De tudo aquilo que está sendo e eu não estou percebendo. De estar perdendo algo que eu nem mesma sei o que é.
Viver é um pouco disso, falar tudo, e não dizer nada. Escrever sobre as armadilhas e os labirintos da alma e acabar você mesma se perdendo entre palavras, sensações... Sentimentos. Sempre eles. Querer vomitar por meio de palavras, lágrimas, riso, gestos, porém não conseguir sequer organizar num texto coerente.
No raso mesmo, fui atingida. Escorreguei. Porém me equilibrei a tempo de evitar uma catástrofe. Algo novo me atingiu e entrou rápido no mar, agora sei que não é "mais do mesmo". Observei as coisas velhas e novas conversando entre si, como se numa dança oculta disputassem a minha atenção. Às vezes eu não sei mesmo o que fazer e nem como prosseguir, digo, a qual coisa deveria priorizar atenção nesse momento? Sentei com a água ainda na cintura, sentindo as pedras escorregadias abaixo de mim. Tive o leve pressentimento de que essas águas vão me puxar, vão me levar pra onde quiserem, esteja eu disposta ou não. Não há isenções nesta fase (há em alguma outra?), o processo todo me cobra uma postura.
As coisas velhas estão acenando e me convidando para lugares familiares (e perigosos). As coisas novas estão chegando cheias de novidades e coisas indefinidas, isso me deixa apreensiva. Como sempre. Não é preciso um autoconhecimento profundo para saber coisas essenciais, tenho travado diálogos internos que me apontam veementemente o medo. Das coisas que poderão ser. Do que passou e não se resolveu. De tudo aquilo que está sendo e eu não estou percebendo. De estar perdendo algo que eu nem mesma sei o que é.
Viver é um pouco disso, falar tudo, e não dizer nada. Escrever sobre as armadilhas e os labirintos da alma e acabar você mesma se perdendo entre palavras, sensações... Sentimentos. Sempre eles. Querer vomitar por meio de palavras, lágrimas, riso, gestos, porém não conseguir sequer organizar num texto coerente.
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pega leve.
sou sensível.