segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Outros mundos...

Cheguei de viagem de dois mundos diferentes. E aprendi tanta coisa linda que dá gosto. Também, me deparei com duas crianças que ao mesmo tempo que sempre foram tão parte de mim, pareciam ter tanto a me mostrar. Perguntas, perguntas e perguntas... Cujas respostas não são pra todo mundo. Que encanto ^^

O principezinho é tão curioso quanto a pequena Alice. Ambos representam questionamentos puramente infantis, quer dizer, não menos profundos... Pelo contrário! Fica claro que é com a simplicidade das coisas que não sabemos lidar. Pensar como gente grande nada mais é que ter medo do mundo e construir proteções para que se possa suportá-lo sem se deixar afetar. Tão tolos. Mal sabem o mal que fazem a si mesmos evitando o mundo desse jeito, ignorando questionamentos. Não se pode fingir gostar do amargor do mundo e das pessoas sem ferir  uma criança. A criança que todos nós devemos regar ao longo dos anos.

Porque eu também percebi que as crianças são como as flores. Têm a sua beleza e sua peculiaridade, e são capazes de nos remeter a extremos questionamentos existenciais. É só se deixar ouvir, é só dedicar um tempo às crianças e às flores para perceber o quanto elas podem nos afetar. Por essa perspectiva até compreendo o porquê de algumas pessoas desejarem não ter filhos. Não estão preparadas nem dispostas a cuidar da sua criança interior, que dirá uma criança do lado de fora do muro.
Gente grande odeia ficar sem respostas.


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"Então Jesus chamou as crianças para perto de si e disse: 
- Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele." Lucas 18:16-17

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pega leve.
sou sensível.