Eu preciso de amor
Não de uma prisão sentimental
Eu preciso de Deus
Não de uma igreja política
Eu preciso de fogo
Para derreter o mar congelado dentro de mim
Eu preciso de amor...
Eu amo a maneira como funcionam as letras de Sixpence None The Richer. Misto de sinceridade, de coração aberto, confuso, e algumas verdades, como nessa música, por exemplo. Letras que não hesitam em afirmar quando estão confusas muito menos quando se sentem fracas e estúpidas, e pessoas são isso! Nada de maquiagem ou frases forjadas, nada de "roupagem de banda gospel", não, é bem diferente. Porque cantar Sixpence é como respirar... Você simplesmente faz, porque se encaixa, porque é natural. Os conflitos são tão parte de você e você não vê problemas em assumir isso. Ninguém te ensinou a inspirar o ar ou alguma espécie de fórmula ou quantidades exatas de oxigênio que têm que entrar em seu corpo, naturalmente, você respira.Todas as vezes que ouço essas melodias e a voz de Leigh Nash tenho a impressão de que essas letras foram escritas assim. Essencialmente humanas, abrindo a conversa para o divino...
Questionando, confrontando, olhando para Deus e para si mesmo, reconhecendo o quão miúdos somos e o quão esse Deus é Deus das pequenas e grandes coisas. Música que traz paz, que nos faz encaixar. Música pra sentir, música pra pensar... Música pra louvar. É, pena que a banda acabou. Sinto falta de sinceridade no diálogo com Deus, sinto falta da transparência da admissão de fraquezas e conflitos, coisas do tipo, "Senhor, eu não quero querer, mas quero... Estou fraco, me ajuda..." Meu amigo Deus sorri cada vez que nosso diálogo aumenta o nível de intimidade. Então, a gente passa a entender/encarar as coisas numa posição muito mais confortante que antes: ao lado Dele. Se as pessoas entendessem de uma vez que Deus tem mais de sinceridade e amizade que fórmulas opressoras de cultuar presas em caixinhas... Mais amor e menos religião, por favor.
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pega leve.
sou sensível.