Não, moço. O nome disso é bobagem, sabe? Ferida mal curada, mágoa não perdoada ou até mesmo falta de uma boa surra. É isso, cidadão, que deve me fazer ter o vício de escrever.
Porque o grande fato e a maior vergonha é que eu só recorro ao ato quando as coisas começam a explodir e pipocar de um jeito que me obriga a tomar uma decisão. E na maioria das vezes são as lágrimas que enfeitam os papéis de carta, as tintas coloridas, os adesivos nas bordas... Porque às vezes o sufoco é a minha maior inspiração. Na maioria das vezes, para evitar hipocrisias. E atire a primeira pedra quem nunca precisou desabafar nem que seja com uma folha de guardanapo (cortando, rasgando, escrevendo, mordendo, jogando, queimando, trucidando...) para evitar palavras ditas de maneira cicatrizante. Eu sei, é drama demais pra um simples ato, pra uma pessoa só... E é aí que entra a falta de porrada na cara. Eita nóis...




