Talvez você deva se perguntar qual papel que você está fazendo nesse circo. Quer dizer, tá mais pra circo, não tá? Ainda que um circo decadente, com a lona furada, os bancos com a pintura toda descascando, o palhaço com a maquiagem borrada e fraca, a mulher barbada da barba falsa despregando e o equilibrista fajuto que colou a sapatilha na corda bamba. É tudo um circo, que dependendo da ótica pode ser decadente, macabro ou até mesmo engraçado de tanta falta. Como naquela música: era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada... Lembra? Pois é. Nesse circo não tem graça, não tem honestidade, não tem sequer gente de verdade.
E se você não tiver ferramentas pra consertar a lona, tinta pra pintar os bancos, maquiagem decente pro palhaço e cara-de-pau pra mandar a mulher barbada e o equilibrista oportunistas procurarem outro emprego, melhor que não apareça. Quem foi o descerebrado que disse que precisamos de sua futilidade aqui? Quem não ajuda, NÃO ATRAPALHA. E vá reencarnar num pato, da próxima vez. Ele pode ser mais útil nesse circo que você.



