quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aprenda a não esperar .

Não espere que os outros pensem da mesma maneira que você.
Não espere um nível de compreensão igual ao seu.
Não espere que as pessoas reajam às situações de uma mesma maneira que você.
Não espere satisfação ou orgulho de quem você passou a vida tentando agradar.
Não espere que as pessoas cumpram tudo aquilo que prometeram.
Não espere ter um grau maior ou menor de importância na vida delas.
Não espere ter um segredo guardado para sempre, especialmente se você já o contou para alguém.
Não espere pelo futuro para fazer/ser o que você sempre quis, ele pode não chegar, por isso comece a fazê-lo/sê-lo a partir de AGORA.
E não esqueça: pare de esperar das pessoas, por mais previsíveis que sejam, elas são complicadas demais para que você entenda ou saiba o que esperar delas. Como diz uma amiga minha, as pessoas são humanas e não exatas.

domingo, 18 de julho de 2010

Um dia feliz,

às vezes é muito fácil. \o/



Tudo o que você precisa é apenas estar atento às luzes, sons e cores que estão sempre ali. Sua percepção é o que muda. Mas eles estão sempre ali.
E quando você percebe que o sol ainda vai brilhar, independentemente de quantas nuvens você já tenha sido vítima, que o tempo não pára embora muitas vezes queiramos fugir para outra dimensão da dor, que a vida ainda é vida ainda que tenha presenciado sensações de morte e que Deus é Deus, eterno e imutável em Sua misericórdia... Passa a viver intensamente.
Percebe também que o futuro é uma astronave, e que não existe mesmo um manual sobre como devemos pilotar. É como andar de bicicleta, a gente tenta uma, duas, três vezes, e vai aprendendo com a quedas, até então saber lidar com ela e seguir em frente, feliz, sentindo aquela brisa maravilhosa no rosto... Sensação incomparável.
Percebe que a cor das flores sempre foram tão belas, tão singulares, assim como seus perfumes... E também que as pessoas são como flores. Nos agradamos tanto de algumas, que acabamos priorizando-as somente e fechando os olhos pras qualidades das outras ao redor. Temos certa relutância em admitir realmente que algumas possuem beleza também, embora não sejam do tipo que nos agrade, mas ainda assim são belas, e frutos de um mesmo Criador.
Percebe que cada pessoa, cada sentimento, cada situação é incomparável, e essa diversidade da vida é uma das coisas mais incríveis que existe... A forma pela qual as coisas acontecem, as lutas, as derrotas, as vitórias, os sorrisos, as lágrimas, os gritos, as dores, os júbilos... Tudo tão parte de um ciclo que começa e se encerra todos os dias, para variadas pessoas. Tudo tão necessário, porém não menos difícil. 
E tudo o que você precisa fazer, meu bem, é aproveitar. É saber se entregar ao Criador sem medo de se machucar, e se assim for, levantar com a graça de quem aprendeu e está pronto pra próxima.
Viver é perceber, de fato, que a vida sem Ele não tem sentido nem propósito. É deixar guiar-se pelo dono da festa a tudo, tudo isso.

Quem quer viver? ;D

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Desmotivação .

Abrir os olhos já não resolve mais. Afinal de contas, não são apenas os pesadelos, infelizmente. Você vai precisar de mais que um abrir de olhos pra livrar-se desse peso. Coragem... Tenha coragem para assumir para si mesmo do que precisa e o que quer, tenha coragem para decidir sobre qual pessoa magoar, pois não há escolhas que não firam. E tente sobreviver com esse ideal de magoar o mínimo de pessoas possíveis, e isso inclui você mesmo. Tente ser feliz, ao menos uma vez. Não pode ser pecado ao menos uma vez não viver em função dos outros. 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nostalgia .

E às vezes dá saudade até do velho cabelo. Que esvoaçava no correr de uma antiga rotina. 
As borboletas eram mais constantes e menos violentas.



Hoje elas viraram gastrite.
Mas gosto mais do cabelo atual... Embora ele mal esvoace. 

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A boneca .




Ela sempre esteve lá. No meio de tantas cores e modernidades, no meio de tantas habilidades alheias, que eu nunca a tinha reparado antes. A boneca aparentava ser de porcelana, mas quando caiu, nem a pintura rachou. Lembro mais das inúmeras vezes em que alguém ia mexer numa boneca de pilha e sem querer batia nela. Então eu a apanhava de todo jeito e a colocava de volta em seu lugar.

Às vezes eu ficava tão perdido entre as cores, músicas e belezas das outras que eu nem reparava que ela já estava no chão novamente. E, se não fosse o dono da loja... Coitada da bonequinha. Ainda estivesse lá, a depender de mim.

Eu precisei limpar a estante onde ela ficava e tive que tirá-la com cuidado de seu lugar de praxe, com minhas próprias mãos... E somente segurando-a delicadamente pude perceber que todas as quedas a afetavam, afinal. Por dentro. Balancei com cuidado e ouvi um barulho engraçado de caquinhos de vidro se chocando. Ela era bem frágil, interiormente, sequer desconfiava. Não tinha como abri-la e consertá-la. Corria o risco de quebrá-la de vez. Mas, mesmo assim, eu me dispus a cuidar dela, de alguma forma.

Todos os dias eu a limpava e a colocava num lugar de destaque, para que todos pudessem vê-la e não a derrubassem mais. Engraçado, ela passou a chamar muito mais a minha atenção. A loja era cheia de novidades, que sempre me encantavam, mas ela tinha algo que nenhuma daquelas bonecas de plástico, movidas a pilha e repletas de sons tinha. Era clássica, alva, discreta em seus traços marcantes, um trabalho muito bom, devo admitir. Parecia até ser artigo de outra década. E aqueles olhos que expressavam toda a sua quietude e meiguice. Dependendo do ângulo, também passava uma expressão divertida em sua face, contrastando com as vestes de cetim muito bem trabalhadas. Ela passou a ser a minha favorita desde então. E olhe que eu conhecia muitas, muitas delas. É que ela me passava algo especial, que eu não sabia bem o que era (até hoje não sei), algo que aquelas bonecas modernas da vitrine, todas iguais, não passavam.

Percebi que, mesmo no lugar onde eu a havia colocado, numa prateleira só dela e bem no centro da loja, ela não chamava atenção. As pessoas até a percebiam mais, mas passavam direto. Não reparavam em seu encanto. O que me levava a questionar ainda mais sobre o que elas queriam... Por que elas só apreciavam aquelas bonecas tagarelas todas tão parecidas? Francamente, também não me importava a reposta. O que importava era que eu poderia observá-la todos os dias, de meu canto, sempre cuidando para que ela não fosse derrubada por alguém.

Um dia me perguntei sobre a hipótese de alguém percebê-la verdadeiramente e levá-la. Então a coloquei numa prancha antiga, que ficava no fundo da loja, temeroso de que um outro alguém tivesse a mesma opinião que eu a seu respeito. O fato era que eu estava no 3º ano de meu emprego ali e nunca um artefato tinha me chamado tanto a atenção. Ela era mesmo a melhor. E eu demorei a perceber que poderia tê-la para sempre. Não era preciso escondê-la.

Um dia, certo alguém resolveu conhecer a loja de canto a canto e a levou, antes que eu pudesse cair em si. Parecia ser o tipo de dono que ela merecia, um cavalheiro nobre e colecionador, com certeza cuidaria bem dela. Mas, e eu? Não a merecia? Eu o alertei de seus probleminhas internos, mas mesmo assim os olhos dele não pararam de brilhar. Porém meus olhos brilharam primeiro... E, de alguma maneira, ela não estaria ali, se não fosse meus cuidados. Ela era minha, de algum jeito, eu sentia que sim.

No fim do ano fui transferido para outra loja, uma filial. Distante da antiga achava que seria mais fácil esquecer toda aquela história que, em meus pensamentos, já havia nomeado como boba. Acontece que o sentimento de perda ainda era grande, mesmo que fizesse um pouco de tempo, era como se ela ainda estivesse ali, a precisar de meus cuidados. Mesmo que a loja fosse outra... Loja de bonecas eram muito parecidas. Muito.

Eu queria mesmo encontrar aquele cavalheiro novamente. Quem dera. Pediria para segurá-la e contemplar seus detalhes pelo menos uma última vez. E quem sabe me convencer de que ela nunca me pertenceu, realmente... Mas poderia. 
Ela estava em minhas mãos.

domingo, 13 de junho de 2010

O nome disso é fé

Numa hora tudo está bem, e de repente tudo desmonrona. As lágrimas caem e você sabe que não é por um motivo específico. Você está sobrecarregado, na verdade, de tantas coisas pequenas, e isso torna-se um GRANDE problema. Você se vê cansado em meio a tantas lutas e frente a ainda mais provações. Então você suspira e olha para os lados... As pessoas parecem não compreender o seu momento, por mais amigos dispostos a te ajudar, não vai adiantar, pois é algo particular SEU. Você olha para baixo e só o que vê é algo amargo e indesejável, parecido com derrota, mas em estado momentâneo, que te faz querer jogar tudo pro alto e assumir de vez sua incapacidade mortal. Então você esquece do mais importante...
Olhar pra cima.
Sim, em meio a tanta confusão e a tantas derrotas, a gente se sente extremamente só, pois ninguém parece passar pela mesma luta que nós. Nos esquecemos de que existe sim alguém que sabe até melhor que nós mesmos sobre a nossa dor, sua intensidade, e é o único que pode nos ajudar em momentos assim. Deus.
E se não fosse Ele, meus amados, eu não teria mais motivos para prosseguir. O que seria de mim sem a Sua mão protetora? É uma pergunta que tenho medo até da resposta.

Ele nunca nos faz passar por provas que nos destruirão por completo... Ele dá apenas o que cada um suporta, segundo seus limites. E quando não houver mais limites? NELE encontraremos a chave para o IMPOSSÍVEL. E, quer saber? Ele é mesmo o autor de meus momentos, todos eles, até do críticos... Mas nada que Ele faz é em vão. Às vezes só o amor não basta para crescermos, é necessário sentir a dor, nos puxando pra realidade e nos preparando para suportar cada vez mais. A vida não é realmente fácil, e não é privada de dor pra ninguém. A diferença está em suas fontes de conforto...
Ainda bem que a minha é eterna. =)