terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ironia&Sarcasmo

IRONIA chegou-nos também do grego, eironeía, através do latim ironia, que significavam ambas “fingir ignorância”.
Sócrates usava da ironia como método pedagógico, fazendo perguntas aos seus discípulos, formuladas de forma a parecer que o mestre ignorava as respostas.
Hoje, ironia adquiriu mais o sentido de dizer o contrário do que realmente se pensa, ou do real significado do que pretendemos dizer.

Já o SARCASMO é mordaz. Muitas vezes fere a sensibilidade da pessoa que o recebe. Sarx era, no grego antigo, “carne” (veja-se sarcófago, por exemplo, um túmulo para a carne ser comida). Sarkázein era “cortar a carne”. Como muitas vezes mordemos os lábios e rangemos os dentes, quando alguém se dirige a nós com um sarcasmo mordaz.

Meu caro, o problema maior é quando a carne ferida do próximo dói em ninguém mais que nós mesmos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Respirando .

Escrever é como respirar... Necessário, essencial em minha vida. Quase sempre um alívio. Satisfação, doce prazer comum e fantástico. Em minhas veias não corre o sangue de uma escritora. O dom, ou melhor, sua falta, não me permite mentir ou exagerar. Por prática, inegavelmente sim. Mas continuo a declarar meu amor a esse ato tão simples e pequeno, para muitos.
O ato de enriquecer linhas com lembranças, estórias, histórias, mágoas, felicidade, sorrisos, planos e reflexões. Código de linguagem algum chegará a ser tão intenso quanto o calor das emoções! Porém sinto como se pudesse gravar no papel um pedacinho de cada, e quando releio trago à tona algumas poucas sensações... O que já é bastante.
Ler o que escrevo não me satisfaz muitas vezes, e é necessário recomeçar toda a viagem. Contornar as curvas, brincar com as idéias soltas, juntá-las num chão sem pedras, refazer estrelas... Mas no fim vale a pena, o alívio de pisar em terra plana e satisfatória compensa o árduo caminho. Nada como inspirar o ar leve, fresco e puro, após algumas complicações respiratórias. E nada como recorrer a médicos indubitavelmente geniais, tais como Drummond ou Bandeira.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ócio .

O título dessa postagem é exatamente o motivo pelo qual eu reativei o blog. 
Não é segredo que eu odeio meus textos, nem que eles funcionam mais como uma espécie de desabafo que uma forma de fazer as pessoas refletirem. E... Sinceramente? Gostaria MUITO de mudar isso. Porém meu cano de escape não tem filtro. Esse é o problema. Então fica difícil alcançar êxito.
Bem, comecemos 2010, então. E vamos ver no que vai dar isso aqui.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Vem, que está chegando o Natal!

Ah, o Natal, que época maravilhosa!

Hora de gastar, hora de se encantar com aquelas propagandas cheias de brilho e musiquinhas encantadoras ao fundo, hora de comprar presentes até para aquela menina boazinha que fica no caixa do supermercado... Ela é tão legal, sabe? Mesmo que nem me dê bom dia, um dia me deixou ficar com 10 centavos a mais no troco, merece um presente também! Presente para todos! Presente até para aquele insuportável do meu chefe, mas como é Natal, né, a gente não pode guardar mágoas, pelo menos fingir que se importa! Ah, também é hora de ajudar na campanha do “Natal sem fome”... Ou seria melhor a “Campanha do agasalho”? Hum... Talvez seja melhor presentear uma criança carente com um brinquedo, não é? Ainda bem que eles só se sentem carentes no Natal, imagine se fosse o ano todo? E sentir frio e fome, então? Ainda bem que é só no Natal, justamente quando essas campanhas vêm à tona, ufa. É o espírito natalino, gente! O espírito natalino que desperta a vontade de ajudar ao próximo! Nem todos podem gastar em dinheiro, comida e roupas, não sabem o que estão perdendo, é uma das melhores coisas dessa época! Sempre é bom se reunir com a família pra brincar de “amigo secreto”, rir, contar piadas, encher a cara de bebidas, se empanturrar de comidas... As crianças correndo pela casa estreando seus presentes novos que o Papai Noel deu, apesar de o pai estar atolado em dívidas no cartão de crédito até o Natal do ano que vem foi o Papai Noel quem deu, hein? Ah, aquele velhinho bonzinho é o encanto do Natal para os pequeninos! E para uns grandões também, hein? Aliás, hoje e dia ele é mesmo a figura mais importante do Natal, que Jesus Cristo que nada. O Noel está muito mais na moda que o Filho de Deus. Aliás... Quem fala de Jesus no Natal?

25 de dezembro é a data que escolheram para comemorar a vinda de Jesus ao mundo, mas estão mais ocupados com as futilidades ao seu redor e um velho gordo mítico de roupas vermelhas descendo de uma chaminé, além das hipocrisias das campanhas de ação social expostas pela Rede Globo. Não que isso seja ruim, ao menos em alguma data os pobres terão algo para comer e um cobertor para se aquecer, continuem doando sim. Mas continuem com esse mesmo “espírito natalino” o resto do ano, que custa? Que custa fazer o bem ao próximo 365 dias ao ano? Tem certeza que você está em paz quando olha para a mesa da sua família repleta de comidas deliciosas e o mundo entrando em colapso, inclusive milhares de pessoas no mesmo instante morrendo por não ter sequer o que comer? Parabéns, se você consegue comemorar seu Natal do mesmo jeito. Eu não.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

E persistirei.

Persistirei nesse blog, cancelando sua exclusão.
Persistirei em meu sonho acadêmico, o qual ENEM algum poderá apagar.

A verdade é que existe vida após o vestibular,
e que se eu pretendo sair vitoriosa desse jogo ainda esse ano não era sequer para eu ter criado um blog ou acessar quase que diariamente a internet. Mas, eu não sou nada sem meus canos de escape, ou melhor, sou sim... Sou uma pessoa extremamente estressada e insuportável no nível 10 (normalmente meu nível vai do 5 ao 7, não sai disso).

Persistirei em escrever minhas bobagens e me perder em meus pensamentos perturbadores,
persistirei em fazer exatamente aquilo que gosto e que penso que não deveria nesta altura do campeonato.
Mas... Quem se importa?
Quem deveria se importar está lendo livros revoltantes, escutando músicas libertadoras e fazendo estratégias para acabar com a miséria do mundo... (ou pelo menos da comunidade onde vive).
E persistirei nessa guerra minha e de poucos que deveria ser de todos, afinal.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Amar é...


Não sei. Não sei uma boa definição. Mas posso arriscar que seja quando começar a suar frio, coração acelerando, borboletas no estômago... Mais ou menos como quando a minha hipoglicemia grita pra mim, desesperada, que quer que eu saiba que ela existe e vai muito bem, obrigada. Não esqueçamos da vista escura e do desfalecer, dependendo do tipo de amor, tais sintomas caem perfeitamente bem. A leve tremedeira nos dedos e nas mãos... Quando a coisa vai ficando mais intensa... Um sensação de estar ali e logo em seguida não estar mais... Hora vai, hora vem... Hora está lá, hora pensa que foi só um sonho estranho... E tudo em volta parece se desfazer, só existe você e ela no mundo, e mais nada...

Puf! (também pode ser um PÁ, dependendo do lugar e dos objetos que estiverem perto.)

Possivelmente...

1)Você acordou de um sonho com aquela pessoa; OU
2)Alguém te 'trouxe de volta' após um breve desmaio, porque o açúcar baixou.

Amor é hipoglicêmico.
Viva o amor!