Escrevendo pra não enlouquecer de tanto ter que escrever!
Escrevendo dessa vez para lembrar que as palavras que vão ficar, são aquelas canalizadas diretamente do coração, aquelas que deixo sair pelos olhos, pelos soluços, pelo tremor da risada, pela quietude dos olhos, essas palavras me imploram para serem escritas. Reescritas. Editadas. Externadas de alguma maneira.
É que preciso lembrar todos os dias que nem mesmo estas são eternas e minha agonia diária vai passar. Tudo é passageiro, por que eu, logo eu, quero ser motorista? É barra. Das forte. Todos os dias um bolo se forma em minha garganta, e eu não sei discernir as vontades. Grito? Choro? Tanto faz. TCC? Apenas uma parte muito, muito pequena dessa colcha de retalhos meio tristes, meio rasgados. Atualmente, poderia tranquilamente estar embrulhando um mendigo qualquer no chão frio do centro da cidade.
Olá, mundo. Você continua assustador como sempre.
Oi, gente. Eu preciso de vocês, como sempre. E sempre, sempre, sempre do mesmo jeitinho calmo e confortante. Ando apavorada com palavras, com a necessidade de ter que escrevê-las, na verdade. E o pouco intervalo de tempo entre uma e outra para respirar. Porém ouvi-las de vocês continua tendo o mesmo efeito terapêutico. Da mesma forma que escrever aqui, acolá, em uma folha separada do caderno, em uma das milhares de agenda.
Oi, Deus. Estou devendo milhares de coisas, mas principalmente palavras. No silêncio eu também aprendo, mas sei que precisamos conversar.
Tô chegando...




