quinta-feira, 27 de junho de 2013

- Palavreando

Escrevendo pra não enlouquecer de tanto ter que escrever!
Escrevendo dessa vez para lembrar que as palavras que vão ficar, são aquelas canalizadas diretamente do coração, aquelas que deixo sair pelos olhos, pelos soluços, pelo tremor da risada, pela quietude dos olhos, essas palavras me imploram para serem escritas. Reescritas. Editadas. Externadas de alguma maneira.
É que preciso lembrar todos os dias que nem mesmo estas são eternas e minha agonia diária vai passar. Tudo é passageiro, por que eu, logo eu, quero ser motorista? É barra. Das forte. Todos os dias um bolo se forma em minha garganta, e eu não sei discernir as vontades. Grito? Choro? Tanto faz. TCC? Apenas uma parte muito, muito pequena dessa colcha de retalhos meio tristes, meio rasgados. Atualmente, poderia tranquilamente estar embrulhando um mendigo qualquer no chão frio do centro da cidade.
Olá, mundo. Você continua assustador como sempre.
Oi, gente. Eu preciso de vocês, como sempre. E sempre, sempre, sempre do mesmo jeitinho calmo e confortante. Ando apavorada com palavras, com a necessidade de ter que escrevê-las, na verdade. E o pouco intervalo de tempo entre uma e outra para respirar. Porém ouvi-las de vocês continua tendo o mesmo efeito terapêutico. Da mesma forma que escrever aqui, acolá, em uma folha separada do caderno, em uma das milhares de agenda.
Oi, Deus. Estou devendo milhares de coisas, mas principalmente palavras. No silêncio eu também aprendo, mas sei que precisamos conversar.
Tô chegando...

sábado, 4 de maio de 2013



"De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha..."

Se fôssemos normais, teríamos tanto tempo a perder com coisas tão banais? ♥



terça-feira, 30 de abril de 2013

Repentina

Queria ser como ela. Errada e certa.
Sempre segura do que dizer ou de quem é... Segura de si! Segura daquilo em quê acredita, madura pra saber mudar de idéia e ficar de bem. Queria ser ela...
Queria entender um pouco a mente dela e perceber quando acontece a fraqueza, se ela se mostra fraca nas vezes que eu suponho ou se é só sensibilidade feminina transbordando quando ela menos espera.
Quem dera ter a cabeça boa como a dela... Cada coisa em seu lugar, cada trauma esclarecido, cada luta enraizada. Eu odeio decepcioná-la. E não ter coragem de conversar sobre as coisas que percebo dela, nela, pra ela. Odeio ainda ser superficial quando estamos perto. Mas você sabe, não se pode forçar relações, muito menos profundidades. Às vezes acontece... Mas às vezes não.
A gente não força. A gente se parece em alguns pareceres... Dentre eles o de não se forçar quando não acontece. Que pena. Eu acho que até poderia ensiná-la algumas coisas, de repente até surpreender. Mostrar que fazer expectativas não é legal, e que é necessário um pouco de paciência e inspiração, comigo. Mas enfim, poderia não me importar com essas coisas. Ela é somente ela, e eu sou apenas eu, os interesses vêm e vão, e o que sobra só o futuro nos diz.
Será que ela sabe? Que ela é incrível nestas e outras coisas? Será que ela tem idéia do carinho e da admiração? Tenho quase certeza que não, pelo menos sobre esses últimos. Tenho o hábito horrível de não transparecer as melhores coisas, por uma questão de auto-controle, proteção, ou sei lá o que, no final das contas, não passa de tolice. Que mal que pode fazer dizer o quanto queremos bem? O medo da reação e as cores misturadas em volta me distorcem a visão, eu sempre acabo por guardar essas contemplações.
Um dia, espero que ela saiba o quão eu a admiro e quero bem. Quem sabe nas esquinas de um destino distante a gente não tome um café e jogue idéias fora, deste tempo meu tão perdido, ou de uma realidade, se Deus quiser, agradável e satisfatória? Ninguém sabe, a não ser Ele mesmo. Por enquanto, vou fazendo quase tudo... Tentando me juntar aos pouquinhos. Pensando que primeiramente tenho que agradar a mim que a ela, ou qualquer outro. Me amar e querer bem. Principalmente neste momento de vida. Mas o interessante é ver que, mesmo que não saiba, ela me inspira a dar o melhor de mim, e consequentemente ser. Queria que o inverso também funcionasse. Mas por hoje, chega de lamentos. Deveria ter sido apenas sobre admiração não compreendida.
Tudo bem, admito, enfim. Ela é especial. Mesmo com tantos porquês e tantas frescurites de minha parte, ela é. E também admito, amei essa inspiração inesperada...

quinta-feira, 21 de março de 2013

Duas...

Há uma mulher, neste exato momento, sorrindo para mim. Mas em seus braços, está segurando uma garotinha meiga, dessas com aspecto bem frágil, muito, muito chorosa. A cena chega a ser melancólica, pois uma parece não perceber o temperamento da outra e ambas sustentam um olhar muito intenso.
Há pessoas andando, correndo, dançando, conversando, gritando, brigando, se amando na rua, portanto ninguém pareceu notar quaisquer uma das duas... Muito menos suas feições. Mas não era como se uma estivesse zombando da outra ou lhe causando sofrimento, era como se a conexão, a afinidade mais forte entre elas fosse apenas aquele toque, aquelas mãos seguras da mulher na garota. A garotinha às vezes olhava feio para a mulher, em seguida para o chão, como quem diz me deixe descer, eu sei andar... Mas a mulher não mostrou qualquer sinal de querer largar a garotinha. Pelo contrário. Do jeito que ela a segura, parece que vai  levá-la consigo pelo resto de sua vida. Seja por proteção, medo, ou admiração, vai saber, pode até ser apenas carinho. Carinho por uma menininha meio boba, meiga, curiosa, enfezada, mas assustada e cheia de traumas, dá pra ver.
A mulher de vez em quando a contempla meio triste, quase decepcionada e parece afrouxar um pouco os baços... É nesse momento que consigo ver o sorriso mais faceiro da garota. Só que em seguida, o improvável acontece, a mulher praticamente enlaça a menina com um abraço tão sufocante, tão desesperado e carregado de significados que ambas só conseguem se expressar naquele aperto por lágrimas silenciosas. E ainda assim, não houveram expectadores. A garotinha percebeu que para onde fosse a mulher, ela também iria, e mais... Que esse era seu desejo, de verdade.

quarta-feira, 13 de março de 2013

13...

De verdade, eu sempre tive um bloqueio com o número 13. Pode ser coisa de menina que cresceu assistindo muito desenho animado ou filme de terror, mas é um número que sempre julguei "estranho", ou "azarento", entenda como quiser. Coisa boba, é verdade, números são apenas números... E eu nunca tive motivos de verdade para odiar um em específico. Mas hoje tenho para amar... Para direcionar uma boa lembrança, ao menos.

Hoje tenho alguém para ser eu mesma, hoje tenho a possibilidade de compartilhar coisas livremente e fazer planos sem receios. Hoje tenho alguém que, eu sei, não desiste na primeira tempestade. Hoje te tenho. E hoje quero te dar todo o meu amor, por perto ou de longe, todos os abraços e beijinhos dos quais somos feitos, numa amplitude infinita! Hoje tô meio assim, de palavras tão bonitas, quero ser um pouco mais específica e te desejar um feliz seu dia. Seja um dia especial, seja um dia sorridente... Se não for, deixa que na volta a gente se vê e vê um jeito de melhorar seu dia. Você que é tão especial e diferenciado, que tem uma facilidade incrível de formar amigos de infância e ter conversas de alma, que você amplifique essa capacidade de cuidar, de ser e estar presente, que você encha os olhos com as coisas boas do caminho sem se desviar.  Muito amor a você! Sinta o meu amor, sinta o amor Dele, te guardando por onde for...
Feliz aniversário, amor! Todos os dias são especiais, com você.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O mundo anda tão complicado


"Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você

Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor..."

Eu sou mais uma que ama quando uma música fala tudo aquilo que anda/andou acontecendo dentro de si, principalmente por nunca mais ter tido tempo e/ou inspiração para combinar palavras coerentes num caderno, numa tela ou num pedaço de papel qualquer. Infelizmente. Felizmente tenho ouvido muitas coisas boas, não em seu sentido puro, mas em seu sentido real, quase palpável.
Tenho ouvido coisas de quem vive muito diferente de mim, sabendo apreciar a diferença de almas, me compadecendo dos desvios de percurso alheios, olhando e me encontrando nestas realidades paralelas... Mas aqui dentro, como de praxe, está aquela bagunça comunal. Como não? Como não estar, desde o dia em que ele me encontrou? Como não estar confrontada desde o dia em que ele me envolveu e eu o segui? Impossível conhecê-lo em sua verdade e continuar a mesma. Mas é tão bom poder olhá-lo e consegui se ver. Desse jeito perde até o sentido sofrer tanto por amores falhos.
Hoje eu bem queria ouvir mais uma música, daquelas que falam de, por e para mim. Só pra mim. Quero me sentir filha única mimada, ao menos uma vez, e saber que alguém um dia já me pensou dessa maneira. Já me escreveu, ouviu, poetizou e musicalizou como numa tentativa confortante que, tenho certeza, funcionaria muito bem em momentos como esse. Hoje é uma data especial, como eu gostaria de me sentir. Como as coisas que eu gostaria de fazer.
O que há é um pouco de Renato Russo e os poemas de outra pessoa... Melancolia chega, faz morada, e demora a sair. Chocolate, solidão e música...