quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Oxigênio ou você?!

Fecho os olhos e respiro fundo... Um soco no estômago é fruto de sua ausência.
Caminho passos largos e rápidos, respirando, respirando, respirando... Sufoco por um momento e em seguida solto o ar ao te ver de relance.
Como se você pudesse controlar até a minha própria respiração, te abraço como se fosse o próprio oxigênio. Reajo ao seu toque inspirando o ar, de novo, esqueço de soltar e mais uma vez ele me escapa. Mas eu tenho você, que é quase tão essencial quanto ele, disputam entre si a minha atenção.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mariana

Só não me pergunte o porquê de ter inspiração pra escrever sobre alguém que conheço tão pouco... Mas pelo menos essa não é a minha sensação.
Tenho a impressão que conheço Mari a pelo menos uns 2 anos, parece ser aquela pessoa que sempre fez parte de sua vida, porém apenas recentemente você se deu conta. O que é impossível, eu sei, há uma distância considerável entre Recife e o Cabo de Sto Agostinho e por isso mesmo vamos descartar as chances de termos nos esbarrado mais de uma vez (se é que isso já aconteceu). Mari é o tipo de pessoa que todo mundo vê, mas nem todos enxergam. É aquela menina tímida, simpática, altruísta e quieta, que você custa a reparar num ambiente, por seu jeitinho simples e discreto ao se portar... Chamando a atenção apenas por um minuto, quando ela derruba um objeto sem querer, por exemplo. E então você logo volta os olhos para uma outra pessoa mais efusiva e agitada.
O que ninguém sabe é que ela vive em um outro universo, aliás, tenho sempre a impressão de que nossas galáxias são parecidíssimas quando converso com ela. Os sons, as cores, as músicas de melodias calmas e incomuns fluem de seus olhos pra toda uma rotina desgastante ao redor, dando uma nova conotação ao mundo. Talvez você ache patético o meu ponto de vista, minhas percepções, afinal de contas, ela é apenas uma pessoa, o que pode haver de tão incrível nisso? Confesso que achei que seria fácil escrever sobre ela, o que pode ter de tão difícil para se falar sobre uma pessoa? É exatamente isso, não tem. Não tem como descrever, nem explicar.
A questão é que ela é um dos universos mais fantásticos que já conheci, aliás, que estou conhecendo ainda, e toda a sua suposta sem-gracisse (como ela mesma nomeia) na verdade é um disfarce, é uma fantasia para mascarar uma personalidade bem complexa, singular, visível para poucos... E eu sinto muito por quem ainda não percebeu seu 'algo mais', e enxerga apenas algo como a 'menina dos livros'. Afinal de contas, nem eu mesma sei explicar o que tem tão incrível em Mariana. E nem o porquê de eu ter aprendido a amá-la em tão pouco tempo. Isso só pode ter dedo do Criador... Ele e seus toques todo especiais em minha vida.
Aliás, obrigada pela de Mari, afinal... E obrigada também por poder participar dessa data, o cumprimento de mais um ciclo da vida dela.
Feliz aniversário, Mar i Ana =)

sábado, 16 de outubro de 2010

Por que sempre sobre ele?
Ah, sei lá... É tão repetitivo isso, essa coisa de tentar descrever as sensações e o vôo das borboletas. O que estou descobrindo ser impossível. Impossível descrever essa montanha-russa, nomear suas cores, suas dores, sua energia e seu deleite, impossível colocar em palavras as coisas tão mais lindas!
Por que ainda insistem em limitá-lo a palavras?
É tão sublime... Por que EU conseguiria?
Pode tudo estar mudado, pode tudo estar errado, pode o chão abrir sobre seus pés e a terra querer lhe engolir... Mas nada disso passa a importar, e todas as peças parecem achar um encaixe ou persistir em sua busca assim... pra sempre. É provocar sem querer as borboletas de uma só vez e em seguida descobrir que o que as deixa tão agitadas é também o essencial para que levemente voltem a repousar seu sono tranquilo.
É tão estranho não ter nada pra comentar de novo, é tão estranho viver cada emoção de uma só vez e pausadamente, ligeiro e devagarinho, rápida e pausadamente, explodir em palavra, riso e beijo, desejo e música, melodia, paz interior... Quanta coisa vazia, quanta coisa ausente, demente, se comparadas ao tal amor.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Transições


Não me sinto mulher suficiente pra encarar e nem criança o bastante pra conseguir fugir. Estou no meio termo, naquela falta de exatidão e definições, sabe? Naquele mar de interrogações e poucas exclamações, eternas reticências no meio de uma sentença inacabada... Do lado de cá ou do lado de lá há dor, medo, alegria e vida. Não importa aonde esse mar te leve, você acabará numa piscina nova, rasa ou funda, limpa ou suja, você só descobrirá na hora. E terá, mais uma vez, que nadar. Com a fibra de uma mulher e a graça de uma criança.

domingo, 3 de outubro de 2010

Sobre persistir

Desistir seria admitir que não valeu a pena tentar ou que não sou digna da vitória. Há lágrimas que também podem ser evitadas, mas não quer dizer que nunca mais irá se submeter a nenhuma...
Eu preciso continuar. É uma questão puramente de FÉ. Ignorar esse desprezo que parte de mim mesma e o que vem dos outros, ignorar essa necessidade de estar sempre tão em foco com a razão, ignorar essa agitação repentina de querer levantar e quebrar tudo pra sentir alguma mudança aqui dentro... Eu preciso continuar, não simplesmente porque comecei, mas porque eu realmente preciso ver além da fumaça negra que insiste em me cercar sorrateiramente sem querer que eu respire, de novo, o ar puro. Eu preciso continuar, sem necessariamente aceitar a dor ou me submeter à agonia. Eu preciso continuar para que se cumpra tudo aquilo que está por vir...
Eu preciso continuar, porque o amor é aquele que tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
E por amor à vida e ao meu Pai, eu sempre continuarei.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Unificado

O seu sorriso é a minha lágrima. A minha comemoração será a sua perda. Por que a vida tem de ser tão paradoxal? Por que o pouco torna-se tanto na mão de outros, e o tanto torna-se pouco na mão dos loucos? É o tipo de coisa que quanto mais penso, menos sei, quanto mais penso que sei, mais longe fico da realidade... Eu só queria que cada choro e riso fossem vividos de cada vez, na mesma ordem, e que um não precise ser motivo do outro, por favor. Sua loucura, tornando-se minha lucidez...