segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Transições
domingo, 3 de outubro de 2010
Sobre persistir
Desistir seria admitir que não valeu a pena tentar ou que não sou digna da vitória. Há lágrimas que também podem ser evitadas, mas não quer dizer que nunca mais irá se submeter a nenhuma...
Eu preciso continuar. É uma questão puramente de FÉ. Ignorar esse desprezo que parte de mim mesma e o que vem dos outros, ignorar essa necessidade de estar sempre tão em foco com a razão, ignorar essa agitação repentina de querer levantar e quebrar tudo pra sentir alguma mudança aqui dentro... Eu preciso continuar, não simplesmente porque comecei, mas porque eu realmente preciso ver além da fumaça negra que insiste em me cercar sorrateiramente sem querer que eu respire, de novo, o ar puro. Eu preciso continuar, sem necessariamente aceitar a dor ou me submeter à agonia. Eu preciso continuar para que se cumpra tudo aquilo que está por vir...
Eu preciso continuar, porque o amor é aquele que tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
E por amor à vida e ao meu Pai, eu sempre continuarei.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Unificado
O seu sorriso é a minha lágrima. A minha comemoração será a sua perda. Por que a vida tem de ser tão paradoxal? Por que o pouco torna-se tanto na mão de outros, e o tanto torna-se pouco na mão dos loucos? É o tipo de coisa que quanto mais penso, menos sei, quanto mais penso que sei, mais longe fico da realidade... Eu só queria que cada choro e riso fossem vividos de cada vez, na mesma ordem, e que um não precise ser motivo do outro, por favor. Sua loucura, tornando-se minha lucidez...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Circo
Talvez você deva se perguntar qual papel que você está fazendo nesse circo. Quer dizer, tá mais pra circo, não tá? Ainda que um circo decadente, com a lona furada, os bancos com a pintura toda descascando, o palhaço com a maquiagem borrada e fraca, a mulher barbada da barba falsa despregando e o equilibrista fajuto que colou a sapatilha na corda bamba. É tudo um circo, que dependendo da ótica pode ser decadente, macabro ou até mesmo engraçado de tanta falta. Como naquela música: era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada... Lembra? Pois é. Nesse circo não tem graça, não tem honestidade, não tem sequer gente de verdade.
E se você não tiver ferramentas pra consertar a lona, tinta pra pintar os bancos, maquiagem decente pro palhaço e cara-de-pau pra mandar a mulher barbada e o equilibrista oportunistas procurarem outro emprego, melhor que não apareça. Quem foi o descerebrado que disse que precisamos de sua futilidade aqui? Quem não ajuda, NÃO ATRAPALHA. E vá reencarnar num pato, da próxima vez. Ele pode ser mais útil nesse circo que você.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Pra valer a pena
Que vontade de madrugar, virar o dia fazendo qualquer besteira... E acordar às 3 da tarde ao meio dia pra dar tempo de sair na rua, pegar um ônibus que nunca peguei antes pra ver onde eu irei parar... Tomara que seja um lugar que dê pra deitar na grama quando o sol estiver fraquinho e conversar com as flores ao redor. Depois ir a uma praia distante e subir nas pedras pra ver o pôr-do-sol, mergulhar no mar quando já estiver escuro, correr em seguida sentindo a brisa fria cortando o rosto... Com sorte ainda tomaria banho de chuva, sorrindo e cantando como uma criança no auge de sua travessura, sentindo a barriga doer de tanto dar gargalhadas, roubar uma bicicleta e tomar uma estrada escura num campo deserto que não vai dar em lugar algum! Chegar na beira de um penhasco e me jogar gritar até sentir que perdi a voz completamente... Contar estrelas no caminho de volta, arfando um pouco porém com um sorriso nos lábios. E então eu voltaria pra casa gripada, trêmula, agitada, enérgica, extasiada, rouca, satisfeita e talvez um pouco arrependida, pensando em como me custaria acordar às 6 da manhã no dia seguinte e ir à faculdade disposta... Muito mais inventar uma desculpa coerente pra minha mãe. :T
(mas acho que valeria a pena o risco...)
No fundo nem em meus sonhos eu me arriscaria assim.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
letargia
Misturo viagens históricas e viagens de meu passado, alheia a tudo ao redor mas absorvendo a nostalgia de poder ouvir sobre história e literatura brasileira... Passeando por um passado colegial tão recente que chego a me assustar com o passar do tempo! Saudades e mais saudades... Eu era mais feliz? Não. Daqui a 4 anos estarei escrevendo um relatório, na calmaria da noite e então pararei um pouco, olharei em volta e lembrarei disso aqui... Então farei a mesma pergunta e a resposta será a mesma (espero).
Volto às lembranças do ontem, do hoje, do antes, do agora... Respiro o ar gelado do ar-condicionado de forma calma, paciente, sorrio de leve, apática aos acontecimentos e penso: Que tranquilidade estranha! Por um minuto ficou tudo calmo aqui fora... E aqui dentro. As borboletas adormeceram. Talvez seja um sono leve, melhor se precaver.
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