sexta-feira, 11 de julho de 2025

 Chegou o dia em que elas me dominaram. Mais que dois CID's, ansiedade e depressão, de mãos dadas, tomando conta de meus dias, de meus instantes,  de minha vida como se não fosse a vida que trouxesse os gatilhos necessários, especialmente da primeira. É como viver estando sob uma pele vibrante, agoniada, nada relaxada, agitada ao máximo, mesmo quando nada acontece. Um susto no sistema nervoso e tudo desmorona de vez, você precisa de um plano de backup pra recarregar e se autorregular. E se eu não souber como faz? Vai aprendendo na marra. E se eu achar que isso é o fim do mundo? Se não houverem soluções no momento? Vai ver que a vida continua mesmo assim, apenas precisa seguir. O mundo continua e você pode até conseguir uns dias, mas não terá permissão para passar a vida inteira deitada rolando e sentindo os infernos interiores. Você vai se perguntar como é que pode tanta gente estar vivendo normalmente e você paralisada nessa. Sem ninguém ter ideia. Sem uma trégua.

Estou cansada. E triste. E ansiosa. Excesso de passado e de futuro no presente dá nisso. Mas é como uma espécie de fuga para um presente não satisfatório. Que peso essa coisa que desce até o dedo do pé e começa na cabeça. Um banho gelado seria menos impacto do que essa coisa que toma conta dos membros, do tronco, da cabeça, e começa tudo por ela. Tudo. Meu sonho de vida se tornou ter saúde mental e uma cabeça boa. O resto seria o de menos. Incrível, né?

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pega leve.
sou sensível.