segunda-feira, 21 de abril de 2025

Comecei num ato singelo de revisitar boas memórias relacionadas a datas comemorativas e terminei no abismo que se tornou a realidade de minha família e da minha maior saudade. É como se cada vez que eu pensasse nela, na gente, em nossas memórias, ainda que boas, percebesse de um modo diferente como ela estava em tudo. Nas motivações, nos sonhos, nos cumprimentos de tabela, nos esforços diários, nos compromissos de família, nas reuniões, nas comemorações. No passado inteiro. No presente enlutado. Só não no futuro.

Eu continuo percebendo que a minha felicidade tem pontes frágeis, e isso me incomoda tanto, a ponto de evitar escrever e pensar. O externo continua tendo papel fundamental, sua validação, sua entrega, seu carinho, tudo se sobressai a como me sinto e me perco aqui dentro, mais uma vez. Não aguento mais vagar perdida em mim, sem ter certeza de onde me encaixo e me percebo. Sem ter certeza do que seria melhor e saudável. Eu saber o que não quero já é grande coisa, eles dizem, mas pra mim não é o suficiente. Não ser o suficiente me quebra, me enfraquece, porque o pouco que sei e o muito que não sei, é a única coisa que tenho agora.

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pega leve.
sou sensível.