Eu não me reconheço em textos antigos. Ou melhor, não reconheço a pessoa de hoje. Mas a mulher e a menina do passado estão ali. Como não lembrar? Foi ontem.
Textos antigos vem recordar que por mais que as coisas sejam passageiras, nada sai sem deixar marcas. Eu odeio não ser leve como o vento, capaz de transitar por todos os lugares sem deixar ninguém me tocar de verdade. Eu posso jurar que há pedacinhos meus aprisionados com alguns sujeitos por aí.
Meu subconsciente costuma gritar quase toda noite alguma peça equivocadamente sem sentido, e eu vou deixando os atos rolarem sem controle ou sem saber como criticá-los posteriormente. Eles só estão expondo tudo aquilo que está aqui. Mesmo o que eu pensava ter ido embora. Almejo dar uma interpretação digna e conseguir seguir enfim.
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pega leve.
sou sensível.