sexta-feira, 18 de julho de 2014

Tanto tempo sem escrever

Tanto tempo sem escrever, no papel, no blog, no livro... E eu começo a me desconhecer. Ainda não me propus a canalizar para outros meios as emoções, os vômitos e até me arrisco a dizer na verdade tenho medo que estou perdendo o jeito. Perdendo a paciência de me entregar às palavras e deixar que elas, sempre amigas, se proponham a juntar sentenças que deem a impressão de me organizar. Estou brigada com as palavras. É cortante, é pesado, mas, sobretudo, é uma evidência de que estou de mal da vida. E pior: sem perspectivas de fazer as pazes. Ainda mais desastroso: nem sei mais o que tenho. Morte súbita: sem saber quando vai acabar. Ah, os extremos... Eles nunca me abandonam. Nem mesmo quando deixo de lado o que me silencia e me permito sorrir com uma ou outra bênção que consigo perceber. Essa satisfação não está completamente extinta, veja só. Ainda que no fundo do poço, com hipotermia emocional, eu senti meu coração ficar quente com uma simples lembrança, uma singela sensação de conforto. De lar. Esta última: palavra quase que proibida em meu dicionário, vem antes de utopia e depois de falta. Me perdoem o misto de intensidades, nem eu mesma estou conseguindo dar conta de explicar cada coisa em seu lugar.

Um comentário:

pega leve.
sou sensível.