Eu não quero esperar chover, pra poder valorizar o calor do sol.
Eu não quero esperar o sol rachar minha cabeça para poder sentir falta da chuva.
Eu não quero esperar anoitecer para sentir falta da luz do dia.
Eu não quero esperar amanhecer para sentir falta da escuridão da noite.
Não quero esperar as flores murcharem para lembrar do quanto eu gostava de suas cores e cheiros.
Eu não quero fazer um poema, nem um texto harmônico agora, tudo o que eu quero é um sopro de vida que me faça acordar antes que seja tarde...
Eu não quero esperar vocês irem embora para lembrar que eu amava vocês.
Eu não quero chegar ao fim da vida para perceber que eu gostava bastante dela, em cada detalhe.
Ah, eu quero viver cada segundo como uma coisa rara que não volta mais.
Eu quero deixar minha cabeça no presente, sem deixar remorsos do passado ou preocupações futuras estragarem isso.
Eu não quero realizar meus sonhos agora pasmem! pois eu quero antes aprender a curtir e aproveitar cada segundo de vitória. No fundo, bem no fundo mesmo... É isso o que eu quero. Lapidar, lavar, refazer o coração, jogar fora toda podridão de estimação e, sem medo, rir riso de criança, chorar de alegria ou dor, gritar de euforia ou medo, e assim seguir, quase que numa espontaneidade plena. No fim das contas, voltar pra casa com um coração grato, levinho, levinho... Aquela leveza de quando a gente faz as pazes depois de muito tempo intrigado com alguém!

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pega leve.
sou sensível.