Não era ela com uma flor.
Era uma menina, e uma flor.
Disputando por atenção, sem sequer prestar atenção nas pessoas que não prestavam atenção em qualquer delas. Nem a menina nem a flor. As pessoas eram tão apressadas e mal-humoradas que qualquer menina adoeceria e qualquer flor murcharia sem qualquer princípio de olhar ou compaixão.
Eram uma menina e uma flor. As duas continuavam sozinhas. E ninguém parava sequer para prestar atenção no espetáculo da conversa. Uma conversa entre uma menina e uma flor.
Eram dois perfumes, duas essências, duas delicadezas e duas histórias/estórias.
A menina achava que não dependia da flor e a outra vivia como se a primeira nem existisse.
Era uma menina solitária e uma flor muito frágil, ambas lutavam juntas e sozinhas para sobreviver num mundo de pessoas sem tempos de regar, colher ou conversar.
O orgulho destruiu qualquer tipo de relação que pudesse haver... Entre uma menina e uma flor.
Ambas esperando serem cativadas, como disse um lindo principezinho, certa vez, afim de que fossem mais que uma menina... E uma flor. (para alguém)

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pega leve.
sou sensível.