quarta-feira, 3 de junho de 2009

Vampire.

Antes que vocês cheguem à conclusão de que eu ando lendo demais a série Crepúsculo, vou logo adiantando... Não é desse vampiro que estou falando, que tem duas presas, sugam o sangue de suas vítimas e têm a cor de um morto vivo. Eu sou o tipo de vampiro que não suga o sangue das pessoas para sobreviver... Eu sou o tipo de vampiro que suga emoções.
Sim, e como o sangue daquele predador nas telinhas fica um bom tempo em seu corpo, assim as emoções ficam em mim... E ao contrário do líquido vermelho, que logo acaba e começa a fazer falta para aquele ser, as emoções ficam por um indeterminado tempo comigo...
Sugo sem intenção as emoções de uma forma muito profunda e dentre elas estão também as de meus semelhantes. Bom, ao olhar para a cara extasiada dos vampiros após “se alimentarem” posso jurar que eles sentem num mínimo um alívio, uma satisfação. Digamos que não é assim comigo... Digamos que o “gosto” das emoções que costumo sugar são muito desagradáveis...
É, o pior de tudo é só sugar “sangue” de quinta categoria... As piores emoções.
Sorrisos, comemorações, júbilos... Até quando estas coisas vão passar despercebidas na presença da angústia, do medo e da dor?
Paciência...
Se me permitem, recolho-me ao meu caixão.

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pega leve.
sou sensível.